Destinos serão classificados por risco, no retorno das viagens internacionais

A retomada dos voos internacionais, sem a atual exigência de comprovação de um motivo válido, pode depender de um novo sistema de avaliação de risco dos países, que serão classificados em verde, âmbar ou vermelho.

O sistema de sinalização classificará os países com base no risco, considerando programa de vacinas e presença de variantes internacionais da COVID-19.

É cedo para prever quais países estarão em qual lista durante o verão.

Até o início de maio será estabelecido quais países se encaixarão em qual categoria, além de confirmado se as viagens internacionais poderão ser retomadas a partir de 17/05.

Os fatores-chave na avaliação incluirão:

– Porcentagem de população vacinada;

– Taxa de infecção;

– Prevalência de variantes de preocupação;

– Acesso do país a dados científicos confiáveis e sequenciamento genômico.

O relatório, produzido pela Global Travel Taskforce, mostra como as viagens internacionais poderiam ser retomadas a partir de 17 de maio de 2021, de forma acessível e segura. Isto inclui a remoção da permissão para viajar – o que significa que os passageiros não precisariam mais provar que têm um motivo válido para deixar o país.

O Reino Unido é líder mundial em sequenciamento genômico, o que em casos positivos permite a identificação de variantes.

Os riscos colocados por essas variantes permanecem significativos e as restrições para os passageiros que chegam, tais como quarentena gerenciada por 10 dias, quarentena domiciliar e testes rigorosos permanecerão em vigor – mas se aplicarão às pessoas de forma diferente, dependendo se o destino visitado for categorizado como ‘verde’, ‘âmbar’ ou ‘vermelho’.

Verde: passageiros precisarão fazer um teste antes da partida, bem como um teste de reação em cadeia da polimerase (PCR) no ou antes do segundo dia de sua chegada na Inglaterra – mas não precisarão fazer quarentena no retorno (a menos que recebam um resultado positivo) ou fazer qualquer teste adicional, reduzindo pela metade o custo dos testes no retorno de suas férias.

Âmbar: passageiros precisarão ficar em quarentena por um período de 10 dias e fazer um teste pré-partida e um teste PCR no dia 2 e no dia 8 com a opção de Teste para Liberação no dia 5 para terminar o auto isolamento mais cedo

Vermelho: as chegadas estarão sujeitas a restrições atualmente em vigor para os países da “lista vermelha”, que incluem uma estadia de 10 dias em um hotel de quarentena gerenciada, testes pré-partida e testes PCR nos dias 2 e 8.

Os passageiros provenientes de países da “lista vermelha” devem reservar um pacote de quarentena antes da partida. Já os vindos de países “âmbar” e “verde” serão obrigados a reservar pacotes de teste antes de viajar a partir de uma das listas de provedores aprovadas pelo governo.

O governo também negocia com a indústria de viagens e fornecedores de testes privados antes da reabertura de viagens internacionais, para ver como se pode reduzir ainda mais o custo das viagens para o público britânico, garantindo ao mesmo tempo que as viagens sejam o mais seguras possível.

Isto poderia incluir testes mais baratos sendo usados quando os turistas retornam para casa, bem como se o governo seria capaz de fornecer testes antes da partida.

É muito cedo para prever quais países estarão em qual lista durante o verão, e o governo continua a considerar uma série de fatores para informar as restrições impostas a eles. Até o início de maio, será estabelecido quais países se encaixarão em qual categoria, além de confirmado se as viagens internacionais poderão ser retomadas a partir de 17 de maio de 2021.

Embora a lista de observação advertirá os viajantes sobre possíveis mudanças com antecedência, o governo não hesitará em agir imediatamente caso os dados mostrem que as classificações de risco dos países tenham mudado.

A alocação de países será mantida sob revisão e responderá às evidências emergentes, com um foco especial nas variantes de preocupação.

As restrições serão formalmente revistas em 28 de junho de 2021 para levar em conta o quadro de saúde nacional e internacional, e para ver se as medidas atuais poderiam ser revertidas. Outras revisões formais ocorrerão nos postos de controle até 31 de julho e 1 de outubro de 2021.

Para aumentar ainda mais a confiança dos consumidores, a Autoridade de Aviação Civil (CAA) receberá poderes adicionais para agir em companhias aéreas que tenham violado os direitos dos consumidores – com uma consulta dedicada sobre como utilizar ferramentas adicionais para fazer valer os direitos dos consumidores, prevista para o final deste ano.

Uma carta COVID-19 também será introduzida a partir de 17 de maio de 2021, definindo claramente o que é exigido dos passageiros e quais são seus direitos enquanto as medidas permanecerem em vigor.

A lista vermelha em 13/04

Angola

Argentina

Bangladesh

Bolívia

Botsuana

Brasil

Burundi

Cabo Verde

Chile

Colômbia

República Democrática do Congo

Equador

Eswatini

Etiópia

Guiana Francesa

Guiana

Quênia

Lesotho

Malauí

Moçambique

Namíbia

Omã

Paquistão

Panamá

Paraguai

Peru

Filipinas

Qatar

Ruanda

Seychelles

Somália

África do Sul

Suriname

Tanzânia

Emirados Árabes Unidos (EAU)

Uruguai

Venezuela

Zâmbia

Zimbábue

Fonte: Gov.uk

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