Líderes globais se unem em apelo urgente por um tratado internacional contra pandemias

25 chefes de governo e agências internacionais, entre eles Boris Johnson e António Luís Santos da Costa, primeiro-ministro de Portugal, se reuniram em extraordinária convocação conjunta esta semana. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não assinou o documento.

O novo tratado sinalizaria a ação política de alto nível necessária para proteger o mundo de futuras crises sanitárias.

A comunidade internacional deverá trabalhar em conjunto “para um novo tratado internacional de preparação e resposta a pandemias”, para construir uma arquitetura de saúde global mais robusta que protegerá as gerações futuras, disseram os líderes mundiais em um comentário publicado em vários jornais em todo o mundo.

“Haverá outras pandemias e outras grandes emergências de saúde. Nenhum governo ou agência multilateral pode enfrentar esta ameaça sozinho”, dizem os líderes em seu artigo. “A questão não é se, mas quando”.

“Juntos, devemos estar melhor preparados para prever, prevenir, detectar, avaliar e responder efetivamente às pandemias de uma forma altamente coordenada. A pandemia da COVID-19 tem sido um lembrete duro e doloroso de que ninguém está seguro até que todos estejam seguros.”

O principal objetivo de um novo tratado internacional de preparação e resposta a pandemias seria promover uma abordagem abrangente e multissetorial para fortalecer as capacidades nacionais, regionais e globais e a resiliência a futuras pandemias.

Esta é uma oportunidade para o mundo se reunir como uma comunidade global para uma cooperação pacífica que se estenda além desta crise.

De acordo com o artigo, o tratado “estaria enraizado na constituição da Organização Mundial da Saúde, atraindo outras organizações relevantes chave para este esforço, em apoio ao princípio da saúde para todos”.

Os instrumentos de saúde global existentes, especialmente o Regulamento Sanitário Internacional, sustentariam tal tratado, garantindo uma base firme e testada sobre a qual se pode construir e melhorar.

O comentário foi assinado por J. V. Bainimarama, Primeiro Ministro de Fiji; Prayut Chan-o-cha, Primeiro Ministro da Tailândia; António Luís Santos da Costa, Primeiro Ministro de Portugal; Mario Draghi, Primeiro Ministro da Itália; Klaus Iohannis, Presidente da Romênia; Boris Johnson, Primeiro Ministro do Reino Unido; Paul Kagame, Presidente de Ruanda; Uhuru Kenyatta, Presidente do Quênia; Emmanuel Macron, Presidente da França; Angela Merkel, Chanceler da Alemanha; Charles Michel, Presidente do Conselho Europeu; Kyriakos Mitsotakis, Primeiro Ministro da Grécia; Moon Jae-in, Presidente da República da Coréia; Sebastián Piñera, Presidente do Chile; Carlos Alvarado Quesada, Presidente da Costa Rica; Edi Rama, Primeiro Ministro da Albânia; Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul; Keith Rowley, Primeiro Ministro de Trinidad e Tobago; Mark Rutte, Primeiro Ministro da Holanda; Kais Saied, Presidente da Tunísia; Macky Sall, Presidente do Senegal; Pedro Sánchez, Primeiro Ministro da Espanha; Erna Solberg, Primeiro Ministro da Noruega; Aleksandar Vučić, Presidente da Sérvia; Joko Widodo, Presidente da Indonésia; Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: WHO

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