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União Europeia pede mais clareza ao Reino Unido sobre Brexit

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David Davis, ministro do Brexit, e Michel Barnier, negociador-chefe da UE (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

AFP


(LONDRES) Da Redação - A União Europeia (UE) pediu para o Reino Unido ser mais claro sobre suas posições em relação ao Brexit. O objetivo é acelerar as negociações da saída dos britânicos do bloco e a futura relação com o continente.



“Precisamos de uma posição clara para termos negociações construtivas. Acabar o mais rápido possível com as ambiguidades antes de estarmos em posição de negociar nossa futura relação”, afirmou o negociador da UE, Michel Barnier, na primeira reunião de contato da terceira rodada de conversas.


Na agenda das negociações estão os principais temas do Brexit, como os direitos dos cidadãos, a fronteira da Irlanda e o acordo financeiro sobre o valor da multa paga pelo Reino Unido. No entanto, as previsões de avanços não são as melhores.


“Para ser sincero, estou preocupado. O tempo passa rápido”, admitiu Barnier, em referência à data prevista para a saída do Reino Unido da UE, março de 2019, dois anos depois do início oficial das negociações para concretizar o Brexit.

A ideia é que se estabeleça pelo menos a forma geral do acordo que regerá a relação futura entre Reino Unido e UE. Barnier disse ter lido muito atenciosamente os documentos apresentados pelo governo britânico sobre as posições do país, tratando de questões como a jurisdição do Tribunal de Justiça Europeia no Reino Unido.


No entanto, o negociador afirmou que a UE precisa de posições mais claras do país em todos os aspectos da separação.“Isso é necessário para fazer progressos suficientes. Temos que começar a negociar seriamente”, explicou.

Por sua vez, o ministro do Reino Unido para a saída da UE, David Davis, disse que os documentos apresentados são “produto de trabalho duro e reflexão detalhada”, e espera que eles sejam a base para “conversações construtivas”.


“O objetivo do Reino Unido segue sendo o mesmo, obter um acordo no interesse da UE, do Reino Unido, das pessoas e das empresas de toda a Europa”, concluiu.