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​Temer recebe perguntas para interrogatório em inquérito do STF

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Temer

Temer passou a ser investigado por corrupção após delação de donos da JBS (Marcos Corrêa/PR)


Do Rio de Janeiro - O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou interrogatório de Michel Temer no inquérito em que é investigado, com base no conteúdo das delações premiadas feitas pelos donos da empresa JBS.


Michel Temer é investigado na mais alta corte do país por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça. O pedido de interrogatório foi realizado pela Procuradoria Geral da República (PGR).


A Polícia Federal entregou na segunda-feira (5) as 82 perguntas relacionadas à delação da JBS. Inicialmente, Fachin tinha dado 24 horas para elas serem respondidas, mas após pedido da defesa concedeu prazo até sexta-feira (9).


Além disso, o ministro decidiu separar a investigação sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do inquérito de Temer, que incluiu ainda o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).


Com o interrogatório, a PGR quer esclarecimentos sobre um diálogo do presidente com o dono da JBS, Joesley Batista, registrado pelo empresário num gravador. Nas conversas, Joesley deu a entender que estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso recentemente pelos desdobramentos da Lava Jato. Além disso, o empresário diz que subornou procuradores e um juiz para obter vantagens nas investigações.


Ex-Assessor de Temer é preso


A Polícia Federal prendeu o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial de Michel Temer. O mandado de prisão foi assinado pelo ministro Fachin a pedido da PGR.


Rocha Loures é suspeito de cometer crimes de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de Justiça. Em março, Loures foi flagrado pela PF recebendo em São Paulo mala de R$ 500 mil.


Segundo delações de executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato, o dinheiro era a primeira parcela de propina que seria paga por 20 anos. O nome de Loures é citado na conversa gravada entre Temer e o dono da JBS.