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Eleições: novo governo deverá lidar com Brexit, terrorismo e criar alternativas para migração

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TheresaMay




(LONDRES) Da redação



As eleições britânicas, antecipadas para 8 de junho (quinta-feira) pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, marcam um momento difícil para a Grã-Bretanha. Não apenas pela saída do Reino Unido da União Europeia, mas também pelo novo cenário econômico e social que o novo governo terá pela frente.


A líder conservadora convocou votação com três anos de antecedência, justamente para ganhar força e equilíbrio diante deste momento complicado. Objetivo era fortalecer seu poder para negociar com mais desenvoltura os termos do Brexit. Do outro lado, os trabalhistas sempre criticaram a decisão de abandonar o bloco europeu. No entanto, um novo assunto entrou em pauta com tudo, a ameaça terrorista.



O Reino Unido sofreu três ataques nos últimos três meses, que abalaram o país e mostraram a fragilidade do sistema de segurança britânico. O primeiro em março, na ponte de Westminster, o segundo em 22 de maio, em Manchester, e o último em Londres. Agora, além da saída da UE, o novo governo que sair das urnas deverá lidar com o terrorismo, que embora sempre tenha estado à espreita, tornou-se um fato real no dia a dia dos britânicos.


Após o ataque em London Bridge e no Borough Market, que deixou sete mortos, a campanha foi interrompida por alguns dias, mas depois voltou com força total. Houve muitas trocas de acusações.


JeremyCorbyn




Jeremy Corbyn diz que May cortou policiais das ruas


Líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, elevou o tom e chegou a pedir a saída de Theresa May do cargo pelos cortes no número de agentes de polícia, feitos por ela quando ainda era ministra do Interior. Corbyn disse que May foi responsável por reduzir o número de policiais nas ruas do Reino Unido em quase 20 mil.


O político trabalhista afirmou que as eleições antecipadas eram a "melhor oportunidade" de tirar a chefe de governo do poder. Corbyn disse que May "esteve todo o tempo no Ministério de Interior" e agora se limita a dizer que há um problema de ameaça terrorista no Reino Unido contra o qual é preciso implementar medidas mais duras.




May afirma que Corbyn não tem condições de negociar Brexit


Por seu lado, Theresa May propôs uma revisão na legislação antiterrorista para lutar contra a "perversa ideologia" do extremismo islâmico. Além disso mostrou-se favorável a novas medidas para evitar a radicalização por meio da internet.


O foco da campanha da primeira-ministra, no entanto, continuou sendo o Brexit. Segundo ela, Corbyn não está em condições de levar adiante negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. May acusou o trabalhista de estar disposto a aceitar qualquer acordo com a UE, "sem se importar com o preço" que isso possa significar ao país.


No início da campanha, os conservadores tinham uma grande vantagem sobre os trabalhistas nas pesquisas, de até 20 pontos. Mas a diferença foi caindo pouco a pouco e chegou a apenas três pontos. Segundo analistas, os conservadores podem vencer, mas talvez seu objetivo de conquistar mais cadeiras no parlamento não seja alcançado, tornando as decisões de um futuro governo mais trabalhosas e demoradas.



Entenda as como são estas eleições

A votação do dia 8 de junho não representa o resultado final das eleições. No sistema parlamentarista, os partidos precisam negociar até formar maioria, o que leva alguns dias. Mas não importa qual será o resultado: o novo governo deverá tratar de todos os assuntos que afligem os britânicos: terrorismo, Brexit, imigração, saúde, emprego, transporte e economia.


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