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​Londres amanhece com reforço policial nas ruas e um saldo de 7 mortos nos ataques de sábado à noite

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POLICIANARUA

Foto Reprodução


(LONDRES) Por Cristiane Lebelem - A polícia de Londres está em alerta máximo. Nas ruas o policiamento foi reforçado ao extremo. Estações de metrô e pontos turísticos onde há mais concentração de gente. Agora cedo, a alto comissãria da Scotland Yard, Cressida Dick, atualizou as informações de número de mortos, feridos e pediu ajuda da população com mais informações.


Até o momento nenhum grupo terrorista assumiu a autoria do ataque, mas na manhã de domingo (4) especialistas em terrorismo analisavam que os indícios levavam a crer que trata-se de pessoas inspiradas no Estado Islâmico.


Na madrugada de domingo a Metropolitan Police havia divulgado o primeiro balanço dos três ataques ocorridos na noite de sábado, por volta das 22 horas, um no mercado público de Borough e outro na Ponte de Londres, e ainda um terceiro na ponte de Vauxhall deixando 6 mortos e 48 hospitalizados em estado grave.


De acordo com as testemunhas, dois homens invadiram o mercado e com facas começaram a atacar as pessoas, deixando 3 mortos. Não distante de Borough, praticamente na mesma hora, uma van branca atropelou pessoas que atravessavam a ponte, fazendo outras vítimas.



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Foto Reuters


A polícia respondeu com tiros nos dois ataques, e um homem usando um colete com bombas foi morto em London Bridge.

Em Vauxhall, outro esfaqueamento, que no princípio teria sido vinculado aos outros dois ataques, mas mais tarde a polícia confirmou de que se tratava de um fato criminal e não terrorista.


As cenas dos crimes seguem interditadas, e a polícia pede que quem tenha informações entre em contato. E continuam as investigações para identificar os criminosos. Este é o terceiro ataque tido como terrorista nos últimos 3 meses no Reino Unido, relembrando Machester dias atrás e o ataque ao Parlamento Britânico em março.


A primeira-ministra Theresa May suspendeu a campanha eleitoral das eleições gerais que serão realizadas no dia 8 de junho. As autoridades britâncias entendem que pode tratar-se de um atentado à democracia.