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Polícia de Londres diz que ainda é obrigado a prender Assange

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Suécia arquivou acusações de estupro contra Assange, que está desde 2012 na embaixada do Equador (AFP)


(LONDRES) Da Redação





Polícia de Londres diz que ainda é obrigado a prender Assange



O Ministério Público da Suécia decidiu arquivar as acusações de abuso sexual contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012. No entanto, a polícia de Londres afirmou que ainda tem a obrigação de prendê-lo caso ele deixe o local.


Uma promotora sueca revogou o pedido de prisão de Assange que era válido para todos os países da União Europeia (UE). Se o ativista retornar à Suécia antes 2020, quando o caso está previsto para prescrever, o processo poderá ser reaberto.



As autoridades suecas afirmaram que a legislação local exige que uma investigação criminal "seja conduzida o mais rápido possível". Segundo o Ministério Público, "um promotor é obrigado a descontinuar a investigação se todas as possibilidades forem esgotadas. Para que o caso siga, Julian Assange precisa ser notificado formalmente sobre as suspeitas criminais que o envolvem. Não esperamos colaboração do Equador nessa questão".


A policia de Londres, no entanto, afirmou que será obrigada a prender o ativista caso ele deixe a embaixada do Equador. Ele é acusado de não ter comparecido a uma audiência realizada no Reino Unido há cinco anos, um crime pequeno segundo a legislação britânica. As autoridades londrinas explicaram que a detenção será "proporcional" à seriedade da ofensa.



Assange teme que a justiça do Reino Unido o extradite para os Estados Unidos, onde poderia ser julgado por traição pelo vazamento de milhares de documentos oficiais pelo Wikileaks. O governo britânico, no entanto, não confirma nem nega se há mesmo um pedido de extradição.