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Europa repercute eleição francesa

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Foto: Reprodução/ Merkel está "feliz" com vitória de Macron; Putin fala em "superar desconfiança"





(LONDRES) Da redação -  Emmanuel Macron venceu na França como o presidente mais jovem da história e toma posse no próximo domingo (14).


Macron foi eleito presidente na França com 66% dos votos, o candidato centrista venceu as eleições francesas ao derrotar no segundo turno a direitista Marine Le Pen.


A vitória de Macron foi muito comemorada pelo mundo e nas redes sociais. Apesar do político não contar com grande apoio dos franceses, que estavam inicialmente divididos, as ideias radicais de Le Pen fizeram com que os eleitores se aproximasse de Macron. Le Pen defende ideias como a saída da França da União Europeia (UE) e é contrária à imigração.

Aos 39 anos, Macron se tornará o mais jovem presidente da história do país. Um dia após a vitória, o político e Hollande se encontraram em Paris, no Arco do Triunfo, símbolo da capital, no primeiro ato oficial após os resultados das urnas.


Hollande prometeu estar sempre por perto de seu ex-ministro da Economia. "Foram os franceses que o escolheram. É verdade que ele me seguiu nestes últimos anos. Mas depois se emancipou, quis propor um projeto aos franceses. Ele é o presidente e cabe a ele agora, com a experiência que adquiriu comigo, continuar sua marcha. Se precisar de qualquer conselho ou informação, estarei sempre perto", afirmou o atual presidente.



Macron

Foto Reprodução


Macron é favorável à União Europeia, por isso sua vitória foi um alívio para aliados europeus, como a Alemanha de Angela Merkel, que temiam uma repetição do Brexit na França. A maior promessa de Macron é superar diferenças entre esquerda e direita num país altamente dividido.


Novo governo promete dureza nas negociações do Brexit


O conselheiro econômico de Macron disse que o futuro presidente será duro nas negociações sobre a saída britânica da UE, mas não tentará punir o Reino Unido. Jean Pisani-Ferry afirmou que existe interesse mútuo em manter laços econômicos e de segurança entre o governo britânico e o bloco europeu.


Em seu discurso da vitória, realizado em frente ao Museu do Louvre e acompanhado por milhares de pessoas, Macron afirmou que moralizar a vida pública do país será sua prioridade. Além disso, o político prometeu pr 


A vitória de Emmanuel Macron nas eleições para presidente da França repercutiu em todo o mundo. Vários líderes parabenizaram o político pelo resultados das urnas. Uma das mais satisfeitas era a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que espera ter no futuro chefe de Estado um aliado para defender a união da Europa.



A chanceler afirmou que estava "muito feliz" com a vitória de Macron, que representava uma "esperança para milhões de franceses e muitos alemães". A maioria das reações foi positiva, mas também houve manifestações mais discretas.



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que Macron deve "superar a desconfiança mútua" diante da "ameaça crescente do terrorismo". Segundo especialistas, o Kremlin apoiava a candidata derrotada, Marine Le Pen, que tem uma visão mais pró-Rússia. Um aliado de Putin no parlamento chegou a criticar Macron após a vitória.



Um dia depois, no entanto, Putin parabenizou o político francês: "Os cidadãos da França confiaram em você para liderar o país em um período difícil para a Europa e para toda a comunidade mundial. A ameaça crescente do terrorismo e do extremismo violento está acompanhada por conflitos locais e pela desestabilização de regiões inteiras", afirmou o presidente russo.


"Nestas condições é especialmente importante superar a desconfiança mútua e unir forças para assegurar a estabilidade e a segurança internacional", acrescentou.


Em outros países do mundo as reações foram favoráveis. Pelo Twitter, o presidente Michel Temer parabenizou Macron pela vitória. O presidente americano Donald Trump reconheceu uma "ampla vitória" do centrista contra a adversária da extrema-direita. Trump afirmou estar "impaciente para trabalhar com o novo presidente francês".