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​Pastorinhos vão ser canonizados em Fátima

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Da redação (Londres) - No dia 13 de maio, quando se completam 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, os pastorinhos, Francisco e Jacinta, poderão ser venerados nos altares do mundo inteiro e não apenas em determinados países. A canonização irá decorrer na Missa durante a visita pastoral do Papa Francisco.



"Que esta canonização tenha lugar em Fátima torna-a, para nós, muito especial: porque é este Santuário que custodia as suas relíquias; é neste Santuário que estão os seus túmulos; muito especial porque escolher Fátima para este ato solene da Igreja universal é reconhecer a importância mundial de Fátima e é igualmente reconhecer Fátima como verdadeira `escola de santidade`", escreveu o padre Carlos Cabecinhas, numa mensagem publicada na página de internet do Santuário. 


Para o padre Carlos Cabecinhas este será um momento "muito especial", porque "a canonização dos dois mais jovens videntes de Fátima vem coroar a grande celebração do Centenário das Aparições". Francisco e Jacinta foram beatificados pelo papa João Paulo II, em Fátima, a 13 de maio de 2000. A sua canonização estava dependente do reconhecimento de um milagre, a cura de uma criança brasileira, em 2013, o que aconteceu a 23 de março.

Este é o culminar do processo iniciado pelo bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, a 30 de abril de 1952, um ano depois da trasladação dos restos mortais de Jacinta para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. As canonizações de crianças são raras na Igreja Católica e esta fará de Jacinta Marto a mais nova santa não-mártir da Igreja, com apenas nove anos. 


A canonização equivale ao reconhecimento oficial pela Igreja de que a vida de uma pessoa serve de modelo aos crentes. Deve para isso ser creditada com dois milagres, um pela sua beatificação e outro pela sua canonização, sinais tangíveis da sua proximidade com Deus. Os dois pastorinhos são apresentados a partir de agora como modelo de vida e de oração para toda a Igreja, como explicou o padre Manuel Babosa.