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Parlamento da Escócia aprova realização de novo referendo

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Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia 


Da redação (Londres) - Descontente com o Brexit, o parlamento da Escócia aprovou nesta terça-feira (28) a realização de um novo referendo sobre a independência da região. Os defensores da votação argumentam que quando o primeiro plebiscito foi realizado, o Reino Unido ainda não tinha decidido deixar a União Europeia.


Em 2014, por meio de um referendo, a população da Escócia decidiu permanecer no Reino Unido. A diferença de votos, no entanto, foi apertada. Um ano depois, em 2015, em um polêmico plebiscito, os cidadãos britânicos decidiram que não desejam mais fazer parte do bloco europeu de livre comércio.


A votação no parlamento terminou com 69 votos a favor e 59 votos contra a nova consulta, que representará um teste para a solidez do Reino Unido.


A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, é a principal ativista da causa. Agora, ela poderá pedir permissão ao parlamento britânico para avançar nos preparativos para a realização da consulta popular no fim de 2018 ou 2019.


A decisão do parlamento escocês foi tomada um dia antes de a primeira-ministra britânica, Theresa May, notificar oficialmente a saída do Reino Unido da União Europeia.


Pouco depois da votação, o governo britânico declarou que não vai entrar em negociações com a Escócia sobre a realização do novo referendo. A manobra é uma tentativa de bloquear a realização da consulta até a conclusão do processo de afastamento do Reino Unido da União Europeia - o que está previsto para demorar dois anos.


Segundo comunicado do governo, "seria injusto para o povo da Escócia pedir-lhes para tomar uma decisão crucial sem as informações necessárias sobre o nosso futuro relacionamento com a Europa ou como seria uma Escócia independente". Theresa May chegou a classificar o referendo de “inaceitável”.