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Condutores noturnos do metrô farão greve por melhores condições de trabalho

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Condutores pedem melhores condições de trabalho e pagamento de horas extras


Da redação (Londres) - Condutores noturnos do metrô votaram a favor da realização de uma greve que tem o objetivo de reivindicar melhores salários e condições de trabalho. O serviço 24 horas do metrô londrino foi lançado em agosto do ano passado.


Na votação, realizada pelo sindicato RTM, 96% optaram pela paralisação nas linhas Central, Victoria, Northern, Jubilee e Piccadilly. Os trabalhadores pedem o pagamento de horas extras. O sindicato Aslef também realizará uma votação para decidir se os condutores entrarão em greve, que ainda não tem data definida.


O RTM afirmou que o acordo feito com os motoristas do metrô 24 horas, que é diferente do assinado para os horários normais, é “flagrantemente discriminatório”, pois impede promoções e o pagamento de horas extras só aconteceria após excedida 35 horas de trabalho em uma semana.


Além disso, os condutores estariam sendo impedidos de procurar outros postos de trabalho no próprio metrô. De acordo com os sindicatos, os motoristas teriam que permanecer pelo menos 18 meses nos horários noturnos e não receberiam a mais pois trabalham 16 horas por semana.


O diretor de operações do London Underground, Peter McNaught, disse que os “os serviços noturnos estão operando desde agosto em linha com os acordos feitos com os sindicatos”.


Segundo ele, foram feitas reuniões com o RTM para discutir a questão: “Encorajamos o diálogo ao invés de uma greve geral”.