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PIB cai 3,6% em 2016 e confirma pior recessão da história recente

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MarcelloCasalJrAgnciaBrasil

Em dois anos, retração foi de 7,2% (Agência Brasil)


(RIO DE JANEIRO) Por Denis Kuck - O Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 3,6% no ano passado, confirmando o pior período de recessão da história recente do Brasil, segundo divulgou nesta terça-feira o IBGE. É o segundo ano seguido de queda no indicador, que acumula retração de 7,2%.


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou os dados e disse que o Brasil está no rumo certo. “A queda do PIB em 2016 é o espelho retrovisor”, afirmou ele, colocando a recessão na conta de políticas econômicas anteriores.



Apesar dos números ruins, o resultado veio um pouco abaixo do recuo de 2015, de 3,8%, e dentro das expectativas dos analistas.



A queda foi generalizada entre todas as atividades econômicas, com a agropecuária liderando o recuo (-6,6%), seguida pela indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%). Pela primeira vez desde 1996, todos os setores da economia registraram taxas negativas.


O consumo das famílias acumula oito trimestres de queda. Nos dois últimos anos a população brasileira cortou na lista de compras. No ano passado, a retração do consumo foi de 4,2%, maior que a queda registrada entre 2014 e 2015 (3,9%).



Ainda segundo o IBGE, o PIB terminou 2016 no mesmo nível do terceiro trimestre de 2010. Ou seja, é como se os anos de 2011, 2012, 2013 e 2014, que foram positivos, tivessem sido anulados e o país andado para trás.



Pior biênio das últimas décadas



“Se a gente olhar o biênio, a retração foi de 7,2%. A gente nunca teve um biênio com uma queda acumulada destas”, disse Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.



Em valores correntes, o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) chegou a R$ 6,266 trilhões em 2016, e o PIB per capita ficou em R$ 30.407 – uma redução de 4,4% diante de 2015.


"Em 2014, a gente tinha a indústria caindo, mas os serviços continuavam crescendo. Em 2015, caíram a indústria e os serviços. Em 2016, a agropecuária. Desde 1996, isso nunca ocorreu", disse Rebeca.