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Parlamento garante a primeira derrota do Brexit

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                                                                                                                                   Reprodução internet





(LONDRES) Por Cristiane Lebelem - Perto do começo da noite desta quarta-feira (1º), a House of Lords entregou uma das decisões mais esperadas para os imigrantes europeus, ansiosos por uma notícia positiva em meio às incertezas. Com um placar de 358 favoráveis contra 256 contrários, parlamentares da casa derrotaram o governo de Theresa May.



Políticos terminaram a sessão, afirmando que a questão é uma prioridade, mas deve ser parte de um acordo para proteger os expatriados do Reino Unido no exterior também.



O projeto de lei dará para Theresa May autoridade para desencadear o Brexit nos termos do artigo 50 do Tratado de Lisboa e iniciar negociações oficiais. A alteração apoiada pelos parlamentares da Câmara dos Lords obriga o governo a apresentar no prazo de três meses, propostas para garantir que cidadãos da UE no Reino Unido tenham os mesmos direitos de residência após Brexit.



O ministro da pasta do Brexit David Davis, disse: "Estamos desapontados, os senhores optaram por alterar a lei aprovada na Câmara dos Comuns na primeira etapa da votação no Parlamento, sem alteração. "O projeto tem um objetivo simples - para decretar o resultado do referendo e permitir o governo a continuar com as negociações". A posição do governo afirmou que esse quesitoestava mais do que claro.





O início do Brexit e o limite na circulação


Maltapassport

Reprodução internet


O governo britânico planeja anunciar o fim da livre-circulação de novos imigrantes, que queiram entrar no Reino Unido, a partir do momento em que ativar o processo de saída da União Europeia, disse um parlamentar pró-governo.


Declarações do MP conservador Iain Duncan Smith foram divulgadas antes da votação da House of Lords pelo jornal Daily Telegraph. A decisão será anunciada até 15 de março, data em que Theresa May poderá invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, para abrir negociações com o separação da UE.


Duncan disse que os limites sobre a livre-circulação implicam em que os cidadãos dos países membros da UE, que viajam para o Reino Unido, após essa data não terão direito automático a se estabelecer no país permanentemente, maneira do Reino Unido recuperar o controle das fronteiras e, como previsto, o Governo tomará medidas sobre cerca de 3,6 milhões de cidadãos da UE que vivem no país.



No entanto europeus que chegaram ao RU, após o início oficial das conversações sobre o Brexit, estarão sujeitos às mudanças, que incluem novo regime de vistos e restrição do acesso a subsídios estatais, acrescenta a fonte. Essa decisão pode gerar controvérsias, já que membros da UE acreditam que a restrição da livre-circulação dos cidadãos europeus só pode ser aplicada cerca de 24 meses após o início discussões sobre o Brexit.