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25 de março - uma comemoração que não vai existir para a União Europeia

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(LONDRES) Por Cristiane Lebelem com informações da Reuters


De acordo com as informações das agências de notícias internacionais, o ministro para a saída britânica da União Europeia, David Davis, tem repetido em entrevistas que o governo do Reino Unido vai cumprir os protocolos de saída do bloco dentro do prazo estabelecido em final de março, onde efetivamente deve iniciar o procedimento formal de saída da UE.


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O ministro para a saída britânica da União Europeia, David Davis



Autoridades da UE ainda aguardam para saber quando a primeira-ministra Theresa May irá acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa para que os passos sejam encaminhados, e assim toda a dificil discussão de partida seja esclarecida e negociada em cada etapa. Considerando o ponto nevrálgico que é o livre trânsito de pessoas e o deslocamento do mercado financeiro de Londres para Berlim.


Os historiadores comentam que estas devem ser algumas das conversas mais complicadas do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial para acabar com muitas décadas de participação no bloco.



Foto Reprodução

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Tratado de Roma, assinado em 1957, deu início à formação do bloco Europeu


Em Estocolmo, no dia 14 de fevereiro, Davis foi perguntado se espera que May entregue a carta do Artigo 50 em cúpula da UE, em Bruxelas, na reunião marcada para a data de 9 e 10 de março - um prazo que a mídia britânica relatou estar sob consideração para evitar confrontos com a cúpula dos Estados-membros, já que no próximo dia 25 de março seria o dia de celebrar o aniversário de 60 anos do bloco, desde o seu primeiro tratado em 1957.


"Os dias 9 e 10 não são datas que reconheço estar em nosso cronograma de ações, afirma o ministro.

"Estou confiante de que iremos tomar as providências antes do nosso cronograma, mas não necessariamente antes do que vocês (imprensa) destacaram", acrescentou. Davis que disse ainda estar confiante de que a legislação necessária para May acionar o Artigo 50 será totalmente aprovada pela House of Lords, no Parlamento britânico.