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Quanto vale seu passaporte?

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Por Arelys Gonçalves e Cristiane Lebelem






Imigração tem sido um dos temas mais falados em todo planeta nos últimos dias e não apenas porque Donald Trump resolveu colocar o peso dos valores morais e discriminatórios sobre cidadãos que cruzam suas alfândegas, mas também porque muitos países têm sido vítimas de restrições políticas e sanções econômicas, deixando o trânsito de pessoas cada vez mais complicado num mundo dito globalizado.


Segundo o site Passport Endex, países com passaportes mais desfavorecidos do mundo são a Síria com entrada a 28 países, Iraque a 27, Paquistão a 25 e o Afeganistão a 23.


Brasil continua na vanguarda dos passaportes da América Latina com acesso – sem precisar de vistos - a um número maior de países a que seus vizinhos. O relatório do Passport Endex, aponta que num total de 158 países, ele está na décima quinta posição, posto muito sólido, que oferece a vantagem de viajar com mais liberdade pelo mundo.


De acordo com a clasificação, o passaporte brasileiro permite acesso dos seus nacionais a 143 países, o que se traduz num alívio para muitos e um pouco de economia para o bolso de quem precisa cruzar a fronteira.


A classificação dá a primeira posição ao passaporte alemão, que tem acesso sem visto aos outros 157 países, os quais fazem parte da lista. Passaportes suecos e de Cingapura situam-se no segundo lugar, com entrada a 156 países sem restrições. Em terceiro lugar encontram-se os dinamarqueses, estadunidenses, espanhois, finlandeses, franceses, noroegueses, ingleses e suiços, permitindo entrada a 155. O documento luso é sem sombra de dúvida um dos mais valiosos do planeta.


O passaporte português está entre o quarto grupo mais poderoso, ao lado de países como Bélgica, Holanda e Áustria. Itália, Luxemburgo e Japão também estão em quarto lugar. Eles dão entrada a 154 nações.



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Demais países da América Latina


Dentro da categorização, apresentada pelo Passport Index, México é outro dos países com destaque. O passaporte mexicano está em quarto lugar na América Latina, com acesso a 129 países, seguido muito perto pelo passaporte do Uruguai, com entrada a 127. No ranking está Costa Rica e Venezuela, como sextos, com acesso a 121 países em todo o mundo. Segundo a lista, o Peru tem acesso a 118, Paraguai a 116, Panamá a 115, Honduras e El Salvador a 110, Guatemala a 107, Colômbia e Nicarágua a 104 a 101 nações, respectivamente.

Com as restrições na União Europeia, países como Equador estão limitados até 75 nações ao redor do mundo, Bolívia a 67, Cuba a 60 e, finalmente, República Dominicana com acesso a apenas 52 nações.

Seguido na lista está outro grande do sul, Argentina, um país que sempre tem mantido uma classificação favorável, com entrada para 140, das 158 mações, que compõem a análise comparativa.

Chile ficou em terceiro lugar na América Latina, com acesso livre a 139 países. Em 2016, o país foi o primeiro na lista do consultor Henley & Partners, depois de ter subido na classificação da tabela, quando se tornou em 2014 no primeiro país da região a integrar o Programa de Isenção de Vistos (Visa Waiver Program), permitindo a livre entrada nos Estados Unidos.



Países Lusófonos

Além do Brasil, entre os países lusófonos, Timor-Leste está em 57º, Cabo Verde em 76º, São Tomé e Príncipe em 83º e Moçambique e Guiné-Bissau aparecem em 86º na tabela, possibilitando entrada em 51 países. O passaporte angolano surge perto do fim do ranking, em 92º lugar, permitindo entrada em 45 países com visto.