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Turismo

Se Paris combina com romance, estamos a apenas duas horas de uma história de amor

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Fotos de Paris: Fernanda Peruzzo



Por Cristina Lopes




Que clichê, diriam os invejosos, e é mesmo. Paris é sinônimo de romance e essa imagem é um patrimônio mais valioso que a Torre Eiffel. Sua História, repleta de paixões avassaladoras, está gravada em filmes, pinturas e em sua paisagem deslumbrante e, portanto, faz parte do inconsciente coletivo mundial.


A melhor notícia é que, para os casais que precisam apenas ultrapassar o Eurotunnel, esse pode ser um programa barato, e ainda assim, sofisticado. Hotéis em Paris dependem de cada orçamento, por isso recomendo studios em sites como o Airbnb, especialmente em Montmartre e na Bastille.


Chegando à Gare du Nord vão em direção ao Sena, andem de mãos dadas por boa parte de sua extensão, atravessem as pontes, deixem-se encantar pela cidade. Não há mais cadeados na Pont des Arts, mas sua paixão pode ser eternizada nas selfies.


Se gostarem de arte, passem pelo L´Orangerie, que tem os painéis gigantes das Nympheas de Monet e um acervo fixo com impressionistas, que não cansa nem ocupa o dia todo, como o Louvre ou o D´Orsay. Para chegar lá, vocês terão passado pela Notre Dame, cenário de personagens como Quasímodo, o corcunda apaixonado de Victor Hugo, e onde foi selado o trágico (e real) destino dos amantes Abelardo e Heloísa, no século 12, hoje enterrados juntos no túmulo mais bonito do cemitério Père Lachaise.


Na direção do Jardin de Tuilleries, o casal tem a opção de conhecer a Paris do ponto de vista do Sena. Embaixo da ponte mais antiga da cidade, denominada Pont Neuf (Ponte Nova), saem barcos que fazem passeios de ida e volta aos extremos da cidade. Outra opção é o jantar num barco, que ao final fica ancorado embaixo da Torre, com música, dança e cardápios especiais. Inesquecível!






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Cafés são outro destino turístico obrigatório, qualquer um serve. Sempre haverá uma mesa do lado de fora, para namorar sem que ninguém incomode, mesmo sem consumir nada além de um cafezinho ou uma taça de vinho.


Para animar a conversa romântica, a Rua Saint Germain de Près, no quartier de mesmo nome, tem os famosos Deux Magots e Café de Flore, “escritórios” dos filósofos Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre. Perto também fica o Museu Rodin, ótimo passeio para um dia de sol.


Basta uma baguette, um vinho e se improvisa um lanchinho inesquecível. Recomendo que assistam ao filme “Camille Claudel” para entender a trágica história de amor do escultor e sua amante.


No outro lado do rio, a Rive Droite, está Montmartre, com a Place du Tertre e seus pintores e, ao lado da estação de metrô Abesses, o “muro do amor”, com centenas de inscrições “Eu te amo” em todas as línguas possíveis. Ali perto estão ainda o café de Amélie Poulain, o Deux Moulins.


Para o jantar, as dicas são o Jaja Bistrô, no Marais, de cozinha francesa eficiente e ambiente bonito; o Petit Fer a Cheval, que apesar de ambiente descontraído, é pequenino e tem um clima de café antigo, do final do século 19. Para impressionar vale investir no Ambroisie, 3 estrelas Michelin, na Place des Vosges, ou no badalado Le Chateaubriand, um dos preferidos dos gourmands.


Recomendo eternizar o dia especial com os serviços de fotografia de minha amiga Fernanda Peruzzo, que registra recém-casados em locais inusitados e, obviamente, românticos.


Todas as indicações podem ser conferidas em Facebook ou sites. Eu poderia escrever mais uma página sobre os diversos lados românticos de Paris, mas sempre faltará algo, e talvez seja a sua História.



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Feliz Saint Valentin!





DICAS


Restaurantes:


Jaja Bistrô, no Marais: numa cour na rue Des Blancs Manteaux, cozinha francesa eficiente e ambiente superbonito, decoração bacana.


Petit Fer a Cheval: comida francesa, ambiente de café antigo do final do século 19 (Rue Vieille du Temple).


Para impressionar:


Ambroisie, 3 estrelas Michelin, na Place des Vosges e Le Chateaubriand, 129, Avenue Parmentier, do Chef Iñaki Aizpitarte, jovem, badalado, criativo e um dos preferidos dos gourmands.