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Empresário Eike Batista volta ao Brasil e é preso no Rio

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Eike no carro da pf1

Foto: Agência Brasil/ Eike é levado para presídio em carro da Polícia Federal no Rio 





(RIO DE JANEIRO) Denis Kuck - O empresário Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil e aparecia na lista das maiores fortunas do mundo, foi preso na segunda-feira ao chegar de Nova York, nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro.


A prisão de Eike foi decretada na semana passada como parte da Operação Eficiência, segunda fase da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio. O empresário teve os cabelos raspados e foi levado para a Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó.


Eike é acusado de corrupção ativa. Como estava no exterior quando sua prisão foi decretada, ele foi considerado foragido e seu nome incluindo na lista de pessoas procuradas pela Interpol. Como não tem ensino superior completo, Eike pode ficar em um presídio comum.


Fernando Martins, advogado responsável pela defesa do empresário, disse que o principal objetivo agora é preservar a integridade de seu cliente.


"A gente inda não conseguiu traçar uma linha de defesa. Vamos aguardar e conversar com o cliente. Até agora estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar sua integridade física”, explicou.


Eike elogia Lava Jato


Quando ainda estava no aeroporto em Nova York, Eike chegou a ser filmado por brasileiros que estavam no local. Para a rede Globonews, o empresário afirmou que a Lava Jato está passando o Brasil a limpo e responderá a todas as perguntas feitas pela Justiça.


Especialistas acreditam que Eike poderá fazer uma delação premiada. A prisão do empresário foi decretada após a delação dos irmãos e doleiros Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson, que contaram sobre o pagamento de US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso em Bangu.


O suborno faria parte do esquema usado por Cabral e outros investigados para ocultar mais de US$ 100 milhões remetidos ao exterior. Desse valor, repassado em ações da Vale, da Petrobras e da Ambev, apenas 10% já foi recuperado pelo Ministério Público Federal.


Ao decidir pela prisão preventiva de Eike e de mais oito pessoas, o juiz Marcelo Bretas argumentou que havia "a necessidade estancar imediatamente a atividade criminosa".