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FBI e CIA dizem que Rússia teria espionado para favorecer Trump

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(LONDRES) Da radação - FBI e CIA, as duas principais agências de segurança dos Estados Unidos, teriam descoberto que a Rússia tentou influenciar nas eleições do país para garantir a vitória do republicano Donald Trump.


Informações, baseadas em supostos relatórios das agências, foram divulgadas em dois grandes jornais americanos. De acordo com documentos, "indivíduos ligados ao governo russo teriam publicado milhares de e-mails hackeados da campanha do Partido Democrata", que teve como candidata Hillary Clinton.


A equipe de Trump negou as acusações e disse que as informações vieram das mesmas pessoas que denunciaram Saddam Hussein por possuir armas de destruição de massa, o que depois se mostrou falso. O governo russo também afirmou que as informações são inverídicas.


Segundo os jornais, o sistema de computadores do Comitê Nacional do Partido Republicano teria sido alvo de invasões, mas nenhuma informação sobre o conteúdo chegou a ser publicada.



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Foto: Rick Wilking/Reuters


De acordo com o The New York Times, os dois órgãos concluíram que "seguramente houve uma participação russa para hackear essas informações". Entre os documentos obtidos pelos russos estariam as contas de e-mails do Comitê Nacional Democrata e do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta. O jornal diz ainda que as agências de inteligência acreditam que essas informações teriam sido passadas pelos russos ao WikiLeaks, que vazou o conteúdo.


O Washington Post, outro jornal a noticiar o caso, afirmou que um relatório da CIA chegou a informações semelhantes. Ao citar um oficial do governo dos EUA, o jornal diz que "a análise das agências de inteligência é de que o objetivo da Rússia era favorecer um candidato sobre o outro e ajudar na vitória de Trump".


Novos detalhes teriam surgido durante a apresentação dos relatórios pelas agências de inteligência a senadores em reunião que teria ocorrido a portas fechadas. Segundo o Washington Post, as informações teriam sido passadas por um funcionário do governo que não quis se identificar.