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Chapecoense é declarada campeã da Copa Sul-Americana

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(SÃO PAULO) Por Denis Kuck - A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) declarou a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana de 2016. O time catarinense disputaria a final do torneio continental com o Atlético Nacional, da Colômbia, mas a queda do avião que levava a equipe para Medellín impediu a realização da decisão. O desastre deixou 71 pessoas mortas, entre elas 19 jogadores, além de membros da delegação da Chapecoense, tripulação e jornalistas.


Com o título, a Chape garante vaga na fase de grupos da Libertadores de 2017 e arrecada prêmio de US$ 2 milhões. Além disso, classifica-se para a disputa da próxima Recopa Sul-Americana, na qual enfrentará justamente o Atlético Nacional.

"A Confederação Sul-Americana de Futebol confirma que o conselho da Conmebol, em sua qualidade de autoridade permanente encarregada de cumprir os Estatutos da Instituição, decidiu declarar a Associação Chapecoense de Futebol campeã da edição 2016 da Copa Sul-Americana", informou a entidade por meio de um comunicado.


Segundo a Conmebol, o pedido feito pelo Atlético Nacional para que o time catarinense ficasse com o título foi fundamental para a posição da entidade. Poucas horas após o acidente, o clube colombiano sugeriu que o clube brasileiro fosse considerado campeão.


"O Atlético Nacional convida a Conmebol para que entregue o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense como uma homenagem a sua grande perda e homenagem póstuma às vítimas fatais do acidente que deixa nosso esporte de luto. Da nossa parte, para sempre, Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana de 2016", afirmava a carta.


A Conmebol disse ainda que entregará o prêmio "Centenário Conmebol de Fair Play", no valor de US$ 1 milhão, ao Atlético Nacional. A final da Sul-Americana seria a primeira decisão internacional da história da Chapecoense. Na próxima temporada, a equipe estreará em Libertadores.


O acidente matou 71 das 77 pessoas que estavam no voo. O avião da empresa LaMia saiu de Santa Cruz de la Sierra com destino a Medellín. Três dos sobreviventes são atletas do clube: o goleiro Jackson Follmann, o lateral Alan Ruschel e o zagueiro Neto. 




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Foto: Giba Pace Thomaz/Chapecoense / Equipe catarinense garantiu vaga na Libertadores do ano que vem



Emoção marca velório coletivo


O velório coletivo de 50 das 71 vítimas do acidente aéreo, realizado na Arena Condá, em Chapecó, foi marcado por muita emoção e homenagens. A cerimônia, que contou com a presença de torcedores, moradores da cidade, familiares, autoridades e personalidades do mundo esportivo, demorou cerca de duas horas.


Após o velório, 16 vítimas foram enterradas na própria cidade, enquanto outras foram levadas para outras cidades brasileiras. O técnico da seleção brasileira, Tite, era um dos presentes. Também participaram da cerimônia o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Walter Feldman, e da Fifa, Gianni Infantino.


O público nas arquibancadas aplaudia, um a um, cada caixão carregado por militares na chegada ao estádio da Chapecoense. Os caixões foram depositados na área coberta montada sobre o gramado, reservada aos familiares e pessoas próximas. A cada nome das vítimas que era anunciado, balões eram lançados no ar.




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Foto: Beto Barata/PR / Velório coletivo foi realizado na Arena Condá, em Chapecó



Brasil e Colômbia farão partida com renda revertida para Chapecoense


O presidente em exercício da Chapecoense, Ivan Tozzo, informou que a CBF vai doar R$ 5 milhões ao clube e organizará uma partida entre Brasil e Colômbia com renda revertida para as vítimas da tragédia. O próprio clube escolheria o local do jogo.



Clubes de todo o mundo homenagearam a equipe e alguns jogadores se colocaram à disposição para ajudar. O atacante islandêsEidur Gudjohnsen, que jogou pelo Barcelona e Chelsea,afirmou que poderia vestir a camisa da Chapecoense para ajudar na reconstrução da equipe.



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Foto: Beto Barata/PR / Torcedores e moradores de Chapecó lotaram o estádio e aplaudiram as vítimas da tragédia