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Itália perde mais um Primeiro-Ministro

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(LONDRES) Por Luiza Munhos - O Primeiro-Ministro da Itália, Matteo Renzi, oficializou nesta segunda-feira (5) seu pedido de demissão, após perder a campanha que pedia por reformas constitucionais na Itália.


O “não” ganhou com mais de 59% dos votos, em um referendo que teve uma participação histórica de quase 70% de eleitores. O voto no país não é obrigatório.


Desde o começo, Renzi havia anunciado que sairia do cargo caso os italianos rejeitassem as propostas de mudança na constituição. Entre elas estavam a redução do número de senadores de 315 para 100, a diminuição da burocracia na política italiana, e o fim do sistema de “bicameralismo perfeito”, em que o Senado e a Câmara tem o mesmo poder de decisão sobre leis.




Renzi FolhadeSPaulo

Foto: Reprodução


Renzi admitiu a derrota e informou que a mensagem ficou “totalmente clara”. A oposição agora exige a antecipação das eleições. Mas para alguns italianos, a promessa de sair do cargo pode ter contribuído fortemente para a derrota do Premiê.


Em uma entrevista exclusiva ao Notícias em Português, o diretor da empresa Angela Banzi, que oferece consultoria para obtenção da cidadania italiana em Londres, Vincenzo D’Amelio, disse que o resultado do referendo foi algo pessoal contra Renzi. Segundo ele, a popularidade do Primeiro-Ministro era muito baixa, principalmente entre pessoas mais velhas e de classe média. Sendo assim, eles teriam visto na promessa do Primeiro-Ministro uma oportunidade para tirá-lo do cargo.


Perguntado se o referendo poderia afetar as pessoas com dupla cidadania italiana, D’Amelio disse que não muda nada. “O referendo era uma questão constitucional, para cortar a burocracia” explicou.


Ele também disse que que não tem interesse em votar em novos referendos no futuro, pois acredita que os italianos “não querem mudar a política” no país.