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Em Londres, ministro do Turismo adianta volta de cassinos no Brasil

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(LONDRES) Por Luiza Munhos



Durante visita oficial a Londres, o ministro do Turismo do Brasil, Marx Beltrão, disse que a pasta “enxerga com bons olhos” a proposta de legalização de cassinos no país. Segundo ele, a possível aprovação dos jogos de azar pode contribuir para a economia no setor de turismo brasileiro.


O comentário aconteceu durante entrevista com jornalistas na Embaixada do Brasil em Londres na última quinta-feira (10), um dia após a Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional do Senado aprovar projeto para reabertura de cassinos. O texto agora segue para votação em plenário e, se aprovado, passará para análise na Câmara dos Deputados.

Beltrão reiterou que a proposta considera exclusivamente cassinos com resorts integrados, e que não incluiria caça-níqueis ou jogos do bicho. Ele citou ainda cidades famosas por causa do turismo de cassinos, como Las Vegas e Macau.

“Entre todos os países que participam da Organização Mundial do Turismo, mais de 80% têm cassinos liberados”, explicou o Ministro ao falar dos jogos de azar. “E os que não são liberados, a sua maioria são por motivações religiosas”.

Marx Beltrão esteve em Londres entre os dias 7 e 10 de novembro para promover destinos turísticos no Brasil e atrair novos investimentos estrangeiros. Ele participou da World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo, no centro de exposições ExCel e esteve na abertura do seminário Latin American Investments Forum 2016, que aconteceu na Embaixada do Brasil.


No encontro, o ministro disse que a pasta está montando um grande pacote de medidas para alavancar a economia do turismo no país. Dentre elas estão a concessão de parques públicos para iniciativa privada, implementação do tax free (reembolso de impostos pagos durante a viagem) e diminuição da burocracia para cruzeiros, que pretendem atracar na costa brasileira.

Beltrão também informou que o governo federal deu sinal verde para suspensão de vistos de turismo para alguns países, como China, Canadá, Estados Unidos e Japão. O ministério espera que uma medida provisória seja levada para análise no Congresso ainda este ano.