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Moçambique deve seguir exemplo de Angola para alcançar a paz, diz acadêmico

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Foto Reuters



(LONDRES) Da redação


Reitor da Universidade Lusíada de Angola, Mário de Andrade, disse que Moçambique deve seguir exemplo de Angola para alcançar a paz. A declaração foi feita em palestra para comemorar os 41 anos de independência de Angola. Mário afirmou que o governo e a Renamo devem privilegiar o interesse nacional.

“A primeira ética da paz é salvar seu adversário; trazê-lo para negociar, dando-lhe dignidade; considerá-lo parceiro para discutir divergências, de modo a encontrar pontos de união. Esse é o exemplo que o presidente José Eduardo dos Santos deu”, disse Mário de Andrade.



O acadêmico afirmou que Angola conseguiu, por meio da inclusão das forças residuais da Unita nas forças de defesa e segurança, resolver um dos maiores problemas pós-guerra. Como exemplo disso, o reitor cita o caso do atual chefe do estado-maior angolano, que vem das forças militares do antigo movimento de guerrilha, a Unita.

Após a independência, Angola passou por uma guerra civil, bem como Moçambique. Mário de Andrade ressalta a necessidade de se cumprir acordos, eliminar todos os focos de tensão e respectivos fatores de conflito para evitar o ressurgimento da guerra, como acontece em Moçambique.

Um dos motivos que impedem a paz, segundo o acadêmico, é a “ganância pelo poder”. Para ele, esse é um dos maiores problemas da África, pois líderes locais constantemente violam a Constituição para se manterem no poder. Além disso “a riqueza tem de ser distribuída, construindo escolas, hospitais e promovendo investimento”, opina.