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Orçamentos do Estado aprovados

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(LONDRES) Por Susana Raposeiro



"Risco de incumprimento" foi assim que o OE2017 foi descrito por Bruxelas desta forma Portugal vai manter-se num grupo de 13 países que vão continuar sob vigilância, da Alemanha à Suécia, mas realça que o desvio projetado excede o limite por uma "margem muito estreita".


"Para 2017, 13 países serão cobertos por uma revisão aprofundada, porque foram identificados desequilíbrios", refere a Comissão no final da reunião do colégio, avançando que "Bulgária, Croácia, Chipre, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Eslovénia, Espanha e Suécia", fazem parte desse grupo de países em que se encontra Portugal.

Sobre o projecto orçamental, a Comissão identifica "um risco de incumprimento dos requisitos para 2017". Mas, o comissário dos assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici que manifestou "agradável surpresa", pelos dados apresentados sobre o crescimento da economia, no terceiro trimestre, salientou que em relação ao próximo anos "os riscos de desvio são mínimos e aparentam ser possíveis de conter".


"Os riscos parecem portanto contidos desde que sejam implementadas as medidas fiscais necessárias", concluiu a Comissão. Em relação a 2016, Bruxelas afasta qualquer dúvida, dizendo que "Portugal, que atualmente se encontra sob o braço corretivo, deverá respeitar (...) o valor de referência de 3% do PIB este ano, conforme recomendado". A Comissão antevê ainda a possibilidade de Portugal poder regressar à vertente preventiva do Pacto de Estabilidade e Crescimento, menos gravosa, "se conseguir uma correção atempada e sustentável do défice excessivo".


Por outro lado, a Bruxelas "chegou à conclusão de que os procedimentos de défice excessivo de ambos os Estados-Membros devem ser suspensos", anulando qualquer congelamento de fundos estruturais. Este assunto fica definitivamente encerrado, já que não apresentandoproposta, o Conselho Europeu fica fora da decisão.


"Esta é uma boa notícia para os dois países" afirmou o comissário dos Assuntos Económicos e Monetários, Pierre Moscovici, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Colégio de comissários.


Portugal foi um dos sete Estados-membros aos quais Bruxelas solicitou, em outubro, informações adicionais sobre o respetivo projeto orçamental para 2017, mas o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, já explicou que, no caso português, a Comissão desejava apenas que fossem detalhadas algumas medidas para se "assegurar" de que o documento de facto respeita as regras, tal como parecia ser o caso após a análise preliminar feita em Bruxelas.