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Países Lusófonos

Cabo Verde defende livre circulação em países lusófonos

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AgnciaLusa

Agência Lusa / Primeiro-ministro defendeu a mobilidade nas nações que integram a CPLP


(LONDRES) Da redação - 


O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, afirmou durante esta semana em Lisboa que a livre circulação nos países que fazem parte da CPLP é uma “boa iniciativa” e tem condições de ser concretizada, mas que implicará negociações entre os parceiros lusófonos.


“É uma boa iniciativa. Há condições de ser concretizada, evidentemente que isto vai levar a algumas negociações, nomeadamente tendo em conta que Portugal pertence ao espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) na União Europeia, mas acho que não há incompatibilidade”, disse o líder.


O primeiro-ministro esteve em na capital lusa para participar 5.ª Quinzena da Cultura Cabo-verdiana em Lisboa, evento promovido pela Associação Cabo-verdiana (ACV).


Na recente cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Brasília, foi aprovada uma resolução específica sobre mobilidade, na qual os nove Estados-membros da CPLP se comprometeram a “instar os setores nacionais competentes a aumentar os esforços de implementação dos compromissos assumidos nos acordos sobre a mobilidade”.


A proposta foi uma iniciativa de Portugal. O primeiro-ministro português, António Costa, disse que a livre circulação no espaço lusófono será uma realidade quando Portugal assumir a secretaria-executiva da comunidade, em 2019.


O chefe de governo cabo-verdiano afirmou ainda que a mobilidade dentro dos países da CPLP, “povos unidos pela língua e por uma identidade formada durante séculos”, é a “concretização da essência” da organização.


“Acho que vale a pena experimentar esta iniciativa. Temos de negociar, lançar a ideia e criar as condições para a sua concretização”, acrescentou.


A CPLP, que nasceu há 20 anos, é constituída por nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.