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Número de imigrantes que cruzam Mediterrâneo cai, mas as mortes aumentam

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Foto: AFP / Os meses de inverno ainda nem chegaram e só neste ano 3.740 pessoas morreram na perigosa travessia


(LONDRES) Da redação

O Mar Mediterrâneo continua sendo rota perigosa para imigrantes, que desejam chegar na Europa, alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). O número de pessoas que morreram, tentando fazer a travessia neste ano chegou a 3.740, quase o mesmo do ano inteiro de 2015, quando foram registrados 3.771 óbitos.

Em 2015, no entanto, três vezes mais indivíduos (quase um milhão) tentaram cruzar o Mar Mediterrâneo. "Esse é de longe o pior cenário que já vimos", disse William Spindler, porta-voz do Acnur. "Pode-se dizer que o índice de mortalidade aumentou três vezes", concluiu.


A ONU denuncia que traficantes de pessoas estão realizando embarques de milhares de imigrantes em botes infláveis precários, que partem da Líbia à Itália. Os objetivos seriam diminuir os riscos de serem pegos e complicar o trabalho das equipes de resgate. Para piorar a situação, os perigosos meses de inverno, quando o mar fica mais revolto, ainda não chegaram.


Desde que União Europeia e Turquia assinaram acordo, em março, para fechar rotas à Grécia, o trajeto da Líbia para a Itália se tornou o principal caminho. Um de cada 47 imigrante ou refugiado que tenta a jornada nessa rota acaba morrendo.

Somente na segunda-feira (24), cerca de 2.200 imigrantes foram salvos no centro do Mediterrâneo em 21 missões de resgate, e 16 corpos foram recuperados. No início de outubro, mais de 6 mil refugiados foram resgatados no Mar Mediterrâneo pela Guarda Costeira italiana. Eles estavam a cerca de 80 quilômetros de Trípoli, capital da Líbia.