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Presidente de Angola admite crise, mas minimiza os efeitos

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JosEduardodosSantos


(LONDRES) Da Redação 


O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, em discurso de estado disse que a economia do país não estagnou, apenas “perdeu pujança”. O líder afastou qualquer semelhança entre o caso de Angola e Portugal, países que passaram por forte recessão, da qual estão se recuperando.

Para melhorar a situação, Eduardo dos Santos prometeu combater crimes como lavagem de dinheiro em discurso feito na segunda-feira em Luanda, durante sessão solene de abertura da V Sessão Legislativa da III Legislatura, a última antes das eleições gerais de 2017.


O governante ressaltou ainda que Angola precisou se reconstruir após a guerra civil. "Foi preciso fazer quase tudo de novo; desminar, reconstruir, reequipar e reorganizar. Nós não podemos falar do nosso país como se estivéssemos falando de Portugal, Cabo Verde, Senegal ou outro qualquer. Nossa história não é igual nem parecida com a dos outros. O nosso povo está consciente desse fato e sabe o porquê e como construir o futuro", afirmou.


O presidente disse que realmente o país passa por uma crise do petróleo, principal produto angolano, mas relativizou seus efeitos: "Angola está lidando com a crise melhor do que outros países. Exemplo disso são a baixa progressiva dos preços dos bens essenciais, a inflação e a taxa de juros, a recuperação da atividade das empresas e dos níveis do emprego".

Eduardo dos Santos afirmou ainda que o país está tentando diversificar a economia, só que antes não havia condições para avançar nesse objetivo. "Não podíamos construir sem desminar primeiro. Como é que, nessas condições, podíamos acelerar o desenvolvimento da agricultura familiar ou comercial?", ponderou.