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Moçambique: esclarecer morte de Samora ainda é prioridade

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AgostinhoLusa

Foto: Divulgação / Primeiro-ministro de Moçambique na África do Sul, na cerimônia pelos 30 anos de morte do presidente Samora



(LONDRES) Da redação


O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou durante visita à África do Sul que a conclusão da investigação sobre a morte de Samora Machel continua a ser uma das prioridades de seu país.

O primeiro presidente de Moçambique após a independência morreu em um acidente aéreo em 19 de outubro de 1986. A declaração foi feita em Mbuzini, numa cerimônia organizada pelos governos moçambicano e sul-africano para marcar o 30º aniversário da morte de Samora.


O ato ocorreu no memorial erguido no local onde o avião que levava o presidente Samora Michel caiu quando ele voltava de uma missão de Estado na Zâmbia. Além do presidente, 33 pessoas morreram no desastre.

“Reiteramos que nosso governo irá continuar a encetar esforços para que sejam esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu o acidente que tirou a vida de nosso saudoso presidente”, afirmou Agostinho.

O primeiro-ministro afirmou que tem certeza de que Samora foi “assassinado”. Além disso, o líder disse que o governo da África do Sul está ajudando a desvendar o caso.


Agostinho elogiou a iniciativa das autoridades sul-africanas de construir o Monumento Samora Machel de Mbuzini, agora transformado em Patrimônio Nacional da África do Sul. O líder disse também que a iniciativa perpetua a luta comum dos dois países contra o apartheid.