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António Guterres vence sem “chumbos” e é o próximo secretário-geral da ON

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Foto: Reuters



(LONDRES) Da Redação - O ex-primeiro-ministro português, António Guterres, é o próximo secretário-geral da ONU. Uma votação unânime e sem qualquer “chumbo” dos cinco estados com poder de veto, naquela que foi a sexta votação, revela a Reuters.



A votação para o cargo mais elevado da ONU passa por várias fases, na última das quais Guterres conquistou 13 votos de "encorajamento", dois votos "sem opinião" e nenhum de "desencorajamento". Foi depois recomendado à Assembleia Geral da ONU para o cargo de secretário-geral, e tal recomendação só é possível quando o candidato reúne duas premissas: ter pelo menos nove votos dos 15 membros (cinco permanentes e 10 rotativos) e que nenhum dos países com direito de veto (Estados Unidos, China, Rússia, França e Inglaterra) exerça esse poder. Tal aconteceu na semana passada em Nova Iorque, sede da ONU, e pela primeira vez na história da instituição um português reuniu o consenso.


Consenso que Guterres fez questão de agradecer no primeiro discurso como futuro secretário-geral da ONU: “Para descrever aquilo que sinto neste momento bastarão duas palavras, humildade e gratidão". Discurso que fez questão de repetir em português, inglês, francês e espanhol.



O engenheiro Guterres, como muitas vezes foi referenciado na imprensa portuguesa, exprimiu "gratidão em relação aos membros do Conselho de Segurança pela confiança e gratidão à assembleia geral da ONU e a todos os estados-membros".



António Guterres iniciou a caminhada quando em 2005 aceitou o cargo de alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, abandonando-o em 31 de dezembro de 2015, com alguns meses de margem para ganhar a confiança dos membros do Conselho de Segurança da instituição.


A escolha não surgiu como grande surpresa, dado o trabalho realizado por Guterres nos últimos dez anos, mas não deixa de ser um marco histórico e sem dúvida “orgulho nacional”, como o presidente Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de mencionar.



Guterres toma posse no início de 2017 e tem pela frente dossiês complicados como a Síria e a Ucrânia. A imprensa internacional retrata-o como “homem viajado, experiente, que sabe escutar e fala com todos os intervenientes”.


O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, afirmou mesmo que Guterres é “o líder certo” e o homem capaz de “juntar a comunidade de nações”.