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Representante da Unesco defende paz em Moçambique

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Foto: O Sapo.pt / Noel Chicuecue disse que a sociedade moçambicana precisa continuar a promover a cultura de paz


(LONDRES) Da Redação - O representante do Fundo das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Moçambique, Noel Chicuecue, disse na semana passada, em Maputo, que a sociedade moçambicana precisa continuar a promover a cultura de paz, para garantir a manutenção da tranquilidade e consolidar o respeito e a admiração que o país conquistou mundialmente.


Falando durante um jantar organizado pela Associação Ilhas da Paz, em parceria com o Conselho das Religiões em Moçambique (Corem), Chicuecue disse que logo após assinatura do Acordo Geral de Paz (1992), a organização supranacional prontificou-se a ajudar a sarar as feridas, provocadas pela guerra e promover uma estabilidade sólida em Moçambique.

“Em 1993, a pedido do governo da República de Moçambique, a Unesco estabeleceu um programa denominado Cultura de Paz, conceito alargado e apropriado por muita gente, mas que por vezes esquecemos esses tempos em que todas as organizações não governamentais, religiosas, escolas, andamos juntos, tentando promover esses valores.


Nessa altura, a cultura de paz era vista como valores democráticos em que damos palavra um ao outro”, recordou Chicuecue, que ainda reforçou: “Foi o tempo em que se falou muito de tolerância, igualdade, inclusão, igualdade de gênero e decidimos que transformaríamos armas em objetos de arte, torná-las coisas bonitas e reconhecer que a guerra só mata e não faz nada bem”.


A questão das diferenças culturais, tribais, línguas e religiões foi considerada, na altura, como um entrave que poderia minar o processo, mas cedo ficou claro que, com vontade e unidos pela mesma causa, era possível vencer.

“A paz é como uma planta que deve ser cultivada e regada. Quando nos esquecemos, ela murcha. Todos devemos lembrar que deve ser cuidada pelos moçambicanos, sem excepção, e só se todos estivermos unidos podemos promover a paz. Hoje a educação é chamada a ensinar aos meninos da creche e do ensino primário a cooperar e assumir valores, como ajuda mútua e compreender as diferenças. As crianças devem ser ensinadas que é mais bonito apreciar um jardim que tem flores diferentes do que aquele que tiver flores iguais”, disse Chicuecue.