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Extinção de elefantes em Moçambique poderá acontecer nos próximos 10 anos

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Foto: Getty Images)



(Londres) - Da Redação Moçambique continua a registrar dados alarmantes na caça furtiva de elefantes. O país é apresentado como um dos principais corredores internacionais de tráfico do corno de rinoceronte e marfim para mercados asiáticos.



Mais de mil e quinhentas organizações e cidadãos a título individual subscreveram até ao momento em Moçambique uma petição da organização não governamental que atua nas áreas de conservação ambiental, WWF, para pressionar o governo no sentido de adotar medidas mais duras para a criminalização da caça furtiva.



Alvo Ofumane é o gestor da campanha, que conta com o apoio da WWF da Alemanha e da Holanda. Com a petição, ele diz querer chamar atenção do executivo moçambicano para encarar a caça furtiva "não apenas como um problema ambiental, mas também econômico do próprio estado".



Ofumane espera que a campanha sirva para "despertar a consciência dos cidadãos" e sublinhar a importância de todos os membros da sociedade a se "unirem no combate" ao extermínio indiscriminado de elefantes.



Dados estatísticos avançados pela WWF indicam que Moçambique perdeu mais de metade da população de elefantes entre 1980 e 2008. Os números passaram de 35 mil em 1980 para 16 mil em 2008.