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Angola acolhe mais de 525 mil repatriados

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(Foto: Agência Angola)


(Londres) - Da Redação Em Angola, mais de 525 mil cidadãos na condição de refugiados foram repatriados, desde 2003, compondo uma megaoperação de repatriamento.



Em declarações à imprensa, no final da 6ª Sessão Ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, o chefe da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba, informou que o processo de repatriamento acabou nesta semana e Angola deixará de ter refugiados em outros países.



Muandumba explicou que o processo foi voluntário e mais de 60 mil cidadãos optaram por ficar nos países de acolhimento. Desses 60 mil, 20 mil permaneceram na República Democrática do Congo, 19 mil na Zâmbia e os outros 20 mil entre a África do Sul e a Namíbia.



O chefe da Assistência e Reinserção Social também sublinhou que o processo foi antecedido por grande programa de desminagem do país e imposição das autoridades do estado em algumas localidades. “No quadro do repatriamento, perto de 240 mil cidadãos foram transportados por via terrestre, enquanto outros chegaram por via aérea e marítima”, pontuou.


O ministro ainda acrescentou que o país tem sido convidado para vários fóruns, a fim de partilhar a experiência, no âmbito do repatriamento de refugiados e desminagem.



Quanto à situação dos angolanos que perderam o estatuto de refugiados na África do Sul, Muandumba informou que foi criada uma comissão, da qual fazem parte os ministérios das Relações Exteriores, do Interior e da Assistência e Reinserção Social. Ela está encarregada de acompanhar e garantir assistência aos angolanos que decidiram continuar a viver noutros países.



Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), o processo de repatriamento de angolanos "foi uma megaoperação, um grande exercício e um valioso êxito".



A comunidade internacional, segundo o Acnur, "considera a operação a maior ação de repatriamento de refugiados em nível mundial e a mais longa em nível continental".