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"Há luz no fim do túnel", diz presidente da Guiné-Bissau sobre crise política

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Foto: Rádio ONU)


(LONDRES) - Da redação O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, participou de uma coletiva de imprensa após discursar na 71ª Assembleia-Geral da ONU, na quinta-feira (22). Segundo Vaz, o encontro com jornalistas cumpriu o objetivo de “explicar o que tem se passado” em seu país.


Este mês, alguns partidos concordaram em seis pontos para resolver o impasse no Parlamento, que impediu a aprovação do Programa do Governo. O entendimento foi obtido com o apoio do bloco de países da África Ocidental.


Bloqueio


"A conferência de chefes de estado, em Dacar, decidiu enviar alguns representantes políticos para nos ajudar a sair da crise. Nossa passagem por Nova York é fundamentalmente importante para explicar como foi o encontro dos 10 chefes de estado às autoridades da Guiné-Bissau”, disse Vaz, que ainda concluiu: “O problema da Guiné é que existe hoje um bloqueio no funcionamento das instituições. Há tópicos no Programa do Governo que não conseguiram ser aprovados por unanimidade. O apoio do bloco de países da África Ocidental foi necessário para o entendimento das partes envolvidas”.


O acordo para viabilizar a continuidade do governo envolveu o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (Paigc), vencedor das eleições; o Partido da Renovação Social (PRS), oposição; além de um grupo de 15 deputados que deixaram o Paigc.


Ao final da coletiva, o presidente guineense revelou otimismo quanto ao fim da crise: “Há luz no fim do túnel”.