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Países Lusófonos

Angola quer consenso para nova visão da CPLP após reunião no Brasil

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Símbolo do bloco CPLP (Foto: Reprodução)


(LONDRES) - Da redação Angola quer unanimidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre o futuro do bloco, lançado em 1990. Falando à margem da Assembleia-Geral na última semana em Nova Iorque, o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, sublinhou que "os Estados ainda não estão devidamente preparados para esse desafio".


No dia 31 de outubro, os chefes de estado e governo da CPLP vão reunir-se em Brasília para a próxima Cimeira do grupo. A discussão sobre uma possível unanimidade deve ser a principal pauta da reunião.


Língua portuguesa não é única conexão


A língua portuguesa foi um dos motes da Assembleia-Geral. Chikoti explicou que, inicialmente, o idioma era a única chave de conexão entre os membros do grupo: "A CPLP começou como uma comunidade da língua. Hoje, o grupo tem tentado ampliar caminhos e negociações. Para alcançarmos um ideal mais amplo é necessário que a organização esteja mais estruturada e conte com mais recursos".


Como sugestão para consolidar a CPLP, Chikoti afirmou que os encontros devem "decorrer de forma contínua".


Observadores


Na quinta-feira (22), ministros dos estados-membros falaram da reunião, na agenda que incluiu a crise da Guiné-Bissau, as eleições do diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e a análise sobre pedidos de países que querem ser observadores.


"Temos que avaliar a temática. Os observadores não podem aparecer somente uma vez por ano, quando realizamos nossas reuniões. Se eles têm de fato algum interesse na organização, precisamos estudar e incorporar uma política global que olhe para o futuro do bloco", pontuou Chikoti.


Mais Poder


O chefe da diplomacia de Angola disse que o poder do secretariado executivo da CPLP deveria aumentar com o intuito de "trabalhar com afinco em todas as questões relacionadas ao grupo”.


A partir de 1º de outubro, o Brasil passa a presidir, de forma rotativa, a CPLP. Segundo especialistas, o país poderá ajudar a promover uma mudança estratégica no bloco.