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Brasil fecha Olimpíada Rio 2016 com a melhor participação do país em Jogos

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(LONDRES) Da redação - É consenso entre atletas e treinadores brasileiros que a melhor participação do país em Olimpíadas foi resultado do investimento recorde feito pelo governo federal desde 2012. Levantamento feito pelo portal UOL calcula que foram gastos pelo menos 3,19 bilhões de reais na preparação para a Rio 2016, cerca de 50% a mais do que o investimento para Londres 2012. O melhor resultado do Brasil, portanto, tem que ser colocado em perspectiva, já que apesar do investimento recorde foram apenas duas medalhas a mais do que as 17 de 2012.


Em entrevista coletiva no domingo (21), o ministro do Esporte Leonardo Picciani desvinculou o número de medalhas ao sucesso brasileiro nos Jogos e foi contra o discurso do COB. “A conquista de uma medalha depende de uma série de fatores, das peculiaridades do dia, portanto, não pode ser ela o padrão de avaliação de atuação de uma delegação”.

O ministro preferiu falar sobre o que deu certo na Olimpíada e aproveitou para garantir a continuidade de projetos como o Plano Brasil Medalhas, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 2012. “O Brasil disputou 50 finais contra 36 em Londres. O país registrou uma curva de crescimento extraordinária no Rio e queremos melhorá-la para avançar em 2020. Nesse sentido manteremos e aperfeiçoaremos os programas implementados pelo governo”, disse.


Dentre as surpresas que deram bons frutos ao Brasil na Rio 2016 está a equipe de ginástica masculina. A seleção somou três metais –duas pratas e um bronze– ao quadro brasileiro de medalhas, superando a previsão até dos mais otimistas. “A medalha [de bronze] de Arthur Nory a gente não esperava, porque a final dele era na barra e não no solo e tivemos que reformular toda a série dele”, explica o técnico da Seleção masculina Leonardo Finco.

O técnico associa os bons resultados aos investimentos que choveram no último ciclo olímpico, “principalmente do Ministério dos Esportes por meio de bolsas, do Comitê Olímpico Brasileiro, da Federação de Ginástica e da Caixa Econômica Federal”. No último ano, ainda, a disciplina ganhou um Centro de Treinamento, ao lado do Parque Olímpico, o que permitiu à equipe focar todos os seus recursos nos Jogos. “O Centro chegou tarde, do meu ponto de vista, mas atingimos uma preparação em nível das grandes potências da ginástica”.


Leonardo Finco ainda não teve tempo de comemorar sua felicidade e a da equipe, mas voltou ao trabalho de olho em Tóquio. Ele está orgulhoso de ver na Seleção um dos times que mais evoluiu nos últimos quatro anos, mas adverte: “Hoje em dia, esse nível de performance em que trabalhamos se torna inviável sem investimentos”.

No vestiário feminino, a tristeza reinou quando a última das ginastas, com chances de conseguir a primeira medalha da história da ginástica artística brasileira, balançou duas vezes na trave. Flávia Saraiva, a estrela mais brilhante desses Jogos, classificou-se em terceiro lugar para a final, mas não conquistou o pódio. A pontuação da brasileira (16) deixou-a em quinto lugar.


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No judô, tradicionalmente um dos esportes que mais medalhas rende ao Brasil, não houve muito confete. A expectativa colocada pelo COB nos judocas desinflou-se na hora em que Sarah Menezes, ouro em Londres 2012, e Felipe Kitadai, bronze há quatro anos, voltaram para casa logo no primeiro dia. A equipe, formada inteiramente por militares, no entanto, conquistou três medalhas – o mítico ouro de Rafaela Silva e os bronzes de Rafael Baby e Mayra Aguiar –, uma a menos que em Londres.


Dentre as surpresas brasileiras que fizeram o país subir no quadro de medalhas, dois destaques: o canoísta Isaquias Queiroz, em sua primeira participação em Olimpíadas, tornou-se o maior medalhista brasileiro numa única edição dos Jogos - duas pratas e um bronze. Além dele, Thiago Braz, no salto em altura, superou todas as marcas de sua carreira para saltar 6,03 m na final para desbancar o favorito francês Renaud Lavillenie e conquistar a medalha de ouro. Além de terem entrado para a história do país, no Rio, eles têm em comum a idade. Aos 22 anos têm pela frente pelo menos mais duas edições para tentarem fazer História e levar o Brasil ainda mais longe nos próximos anos.