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Guerra em Bagdá: ​Aos prantos, menino de 12 anos tem colete suicida retirado pela polícia

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BNNP736 Kirkuk

Foto: Reuters


(LONDRES) Da redação - Na última semana, as forças de segurança de Bagdá detiveram um menino de 12 anos que supostamente estava prestes a realizar um ataque na cidade de Kirkuk, em nome do Estado Islâmico (EI).

Imagens mostram a polícia retirando manualmente o colete suicida do garoto, vestido por baixo de uma camiseta da seleção argentina com o nome de Lionel Messi nas costas. O dispositivo foi detonado de forma controlada e segura a alguns quilômetros de distância da região.


Em um vídeo, é possível ver o menor caindo em lágrimas ao ser capturado pelos policiais. Não está claro se o menino queria realizar o ataque ou foi forçado pelo grupo jihadista. Um oficial do serviço secreto de inteligência da cidade afirmou em nota que o garoto disse ser sequestrado por homens mascarados e forçado a executar a ação.

Cenas fortes envolvendo crianças tem sido cada vez mais comuns na guerra civil do Iraque. Serviços secretos avaliam que o Estado Islâmico vem recrutando crianças para operações suicidas com bombas.

Horas antes da abordagem policial, um suicida se explodiu na frente de um santuário xiita em Kirkuk, ferindo três pessoas. O ataque sucedeu outro atentado suicida no mesmo bairro que não causou vítimas.

Um dia antes, um menino suicida ainda matou ao menos 54 pessoas durante um casamento na cidade turca de Gaziantep, na fronteira com a Síria. O ataque foi atribuído ao EI.


Maioria curda

A cidade petrolífera de Kirkuk, situada a 250 quilômetros ao norte de Bagdá, é disputada por árabes, curdos e turcomanos.

Os curdos, maioria na cidade, desejam anexá-la as três províncias que formam o Curdistão iraquiano, ao contrário do que defendem as minorias de árabes e turcomanos e o governo de Bagdá.