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Funcionários do Deliveroo vencem batalha por direitos trabalhistas

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BNNP736 Londres Deliveroo

Foto: Getty Images


(LONDRES) Da redação - Após a greve que durou sete dias, trabalhadores do Deliveroo, serviço inglês de entrega de comida, consideram-se vitoriosos com os desfechos de mais uma batalha travada no Reino Unido por direitos trabalhistas. A companhia voltou atrás e afirmou que não mais forçará os funcionários a assinar o novo acordo contratual de pagamento.


Há duas semanas, a empresa avisou funcionários de algumas áreas de Londres que testaria uma nova estrutura comercial. No lugar de receber £ 7 por hora e mais£ 1 de comissão por entrega, os entregadores ganhariam um montante fixo de £ 3.75 por entrega.

Os trabalhadores, que são autônomos e responsáveis pelos seus próprios meios de locomoção, reagiram à nova proposta ao entenderem que passariam a receber muito menos do que o acordo inicial estabelecia. O assunto foi destaque nos principais meios de comunicação e alguns políticos do partido trabalhista de Londres chegaram a declarar que a empresa Deliveroo estaria voltando à Época Vitoriana do Reino Unido.


Precisou sete dias de greve para a companhia, na quinta-feira (18), afirmar que não mais forçaria nenhum funcionário a alterar o contrato trabalhista, mas que daria sequência ao plano em algumas áreas em Londres. Aqueles que trabalham nessas regiões e não concordam com os novos termos, podem se deslocar para outros bairros sem nenhuma punição.

No site oficial da Deliveroo, o cofundador Will Shu escreveu que “todos os motoristas fazem parte do sangue da empresa” e ainda afirmou que a mudança beneficiará os trabalhadores, mas aceitava a opinião daqueles que não estavam felizes.


Fundada em 2013 por William Shu e Greg Orlowski, a Deliveroo tem parceria com diversas redes de restaurantes e estabelecimentos independentes e se responsabiliza pelas entregas de mais de 3 mil funcionários.

De acordo com a startup, as entregas são feitas em uma média de 32 minutos. A empresa ainda atende cerca de 280 bairros numa rede com mais de 150 mil clientes, que usam o serviço regularmente.