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Guiné-Bissau: Apenas 24% das crianças são registradas após o nascimento

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Foto: Reprodução


(LONDRES) Da redação




Segundo levantamento realizado pela Unicef e divulgado no final de semana, apenas 24% das crianças nascidas na Guiné-Bissau são registradas logo após o parto.

O quinto MICS (Inquérito aos Indicadores Múltiplos) foi conduzido pelo governo da Guiné-Bissau, mas proposto pela Unicef. Ele apresentou dados fundamentais sobre a população do país. O documento revela que, embora o registro civil de nascimento seja gratuito, apenas 24% das crianças chegam a ser registradas, e esse número se deve principalmente a campanhas pontuais, elaboradas pelas autoridades, buscando incentivar pais a registrar seus filhos.


Outro dado alarmante é o número de óbitos entre crianças. Não há serviço sistemático de coleta dessa informação e, para as autoridades, isso cria uma dificuldade em contabilizá-las nas estatísticas e aumenta expectativas sobre novas políticas públicas que ampliem o acesso à educação.

De acordo com o MICS, ainda com relação à infância, foi apurado que 71,2% das crianças entram para o sistema escolar sem passar pelo ensino pré-escolar e que há pouco suporte dos adultos no desenvolvimento do aprendizado.


O MICS também apurou que 51% das mulheres de 15 a 24 anos são alfabetizadas, número relativamente baixo se for comparado aos homens (70%). Mulheres do meio urbano vão mais à escola (73%) do que as do meio rural (25%). Quanto aos homens, 86% frequentaram escola nas cidades e apenas 14% têm acesso ao estudo nas áreas rurais.


Saúde


No que diz respeito à área de saúde, o estudo relatou que aproximadamente 91% das crianças de 12 a 23 meses de vida tomaram a vacina BCG. Homens (92%) e mulheres (98%) ouviram falar do vírus causador da AIDS, mas a maioria não tem acesso à principal forma de prevenção da infecção - os preservativos.

Outro dado surpreendente, levantado pelo MICS, diz respeito à violência doméstica: 42% das mulheres acreditam que a agressão dentro de casa é normal.

De modo geral, 95% da população entrevistada, sobretudo jovens com idade entre 15 e 24 anos, dizem-se satisfeitos com a vida que levam. O questionário para a elaboração do MICS foi realizado com 7 mil famílias, entre março a julho de 2014.