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Britânico acusado de tráfico no Quênia obtém liberdade condicional

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BNNP734 Reino Unido Traficante

Foto: Khalil Senosi/Reuters / Jack Marrian (dir) é acusado de traficar cocaína a partir do Brasil


(LONDRES) Da redação


Um tribunal de Nairóbi, no Quênia, concedeu nesta semana liberdade condicional a um comerciante de açúcar britânico acusado de traficar cocaína a partir do Brasil no valor de US$ 5,8 milhões.

A polícia de Mombaça encontrou uma carga de 100 quilos da droga escondida em um carregamento de açúcar pedido pela empresa do acusado, Jack Marrian, de 31 anos, que vive no leste da África desde criança.


O magistrado Derrick Kuto impôs uma fiança de US$ 690.614 ao acusado, que também deverá entregar seu passaporte devido à gravidade da acusação, que pode custar a ele a prisão perpétua se for declarado culpado.

Marrian será julgado com outro acusado queniano a partir de 3 de outubro.

O advogado de Marrian, Sheetal Kapila, declarou à imprensa AFP que acreditava que o caso se devia ao desejo das autoridades "de fazer com que o Quênia deixe de ser um ponto de tráfico" de drogas, mas acrescentou que "estão acusando o homem errado".


O assunto provocou polêmica no Reino Unido pela origem aristocrática da mãe do acusado, a lady Emma Clare 

Campbell of Cawdor. Marrian também estudou em escolas de elite, incluindo a universidade na qual a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, frequentou.

As relações da família com o Quênia remontam a décadas, explicou o advogado, já que o avô de Marrian foi ministro do governo colonial pouco antes da independência do país, em 1963.