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Pastor Marco Feliciano é acusado de assédio sexual e tentativa de estupro

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Foto: Reprodução-Twitter / Deputado gravou vídeo desmintindo acusação ao lado da mulher Edileusa



(LONDRES) Da redação 


Uma estudante de Brasília, de 22 anos, militante da Juventude do PSC (Partido Social Cristão), acusa o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de assédio sexual, agressão grave e tentativa de estupro.

A estudante diz ser youtuber, cristã e frequentadora da mesma igreja de Feliciano. Os dois passaram a ser amigos quando ele propôs ser guia espiritual dela. A agressão teria ocorrido no apartamento funcional do parlamentar em Brasília, na manhã do dia 15 de junho. Ela foi agredida e por pouco não foi forçada a fazer sexo com o deputado. A jovem relata que Feliciano chegou a propôr que ela se tornasse sua amante, com um alto salário e cargo comissionado no PSC. Marco Feliciano é casado com Edileusa de Castro Silva Feliciano e tem três filhas.

A vítima possui transcrições e prints das conversas que teria mantido com o deputado pelo WhatsApp. Segundo a jovem, em um encontro há semanas, ele pegou o celular à força e apagou todas as mensagens entre eles, mas a estudante conseguiu resgatá-las no iCloud de seu computador. De acordo com a reportagem do portal UOL, dois funcionários do PSC confirmaram que o número do celular era o pessoal usado pelo pastor-deputado.

Após resolver denunciar o caso, a jovem sofreu assédio moral de diversas pessoas, incluindo políticos do PSC e assessores de Marco Feliciano. Supreendentemente, dois dias após a denúncia, a jovem gravou um vídeo de poucos segundos elogiando Feliciano e desmintindo a suposta agressão. Após ter sido confrontada pelo repórter, a estudante retirou o vídeo do ar e afirmou ter sido forçada a gravá-lo.

Ao lado da mulher Edileusa, o pastor também gravou um vídeo no sábado (6) no qual buscou desmentir a acusação de tentativa de estupro feita por Patrícia Lelis.

Em meio à polêmica, na qual o chefe de gabinete Talma Bauer teria mantido em cárcere privado a jovem de 22 anos após ela ter feito as acusações, Feliciano disse no vídeo ter “plena confiança na justiça divina e na justiça dos homens” para inocentá-lo.


O deputado do PSC fez ainda um apelo ao público para que não o “condenem antes do tempo”. “Deus é o senhor do tempo. Com o tempo, as provas vão vir, e vocês vão ver que tudo isso não passa de uma grande farsa.”

Talma Bauer, chefe de gabinete de Feliciano, foi preso na sexta-feira (5), após acusações de ter mantido em cárcere privado Patrícia. Ele teria coagido a vítima a gravar vídeos em que negava as acusações contra Feliciano.


 “Embora eu esteja com o coração quebrado e machucado, com a minha família sofrendo, eu não vou julgar essa moça, eu perdoo ela. Embora eu espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime, eu perdoo”, disse Feliciano em vídeo.