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Reino Unido e Irlanda querem manter fronteiras abertas apesar do "Brexit"

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BNNP733 Reino Unido Irlanda

Foto: Reuters / Enda Kenny e Theresa May durante encontro em 10 Downing Street


(LONDRES) Da redação 



A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o colega irlandês, Enda Kenny, se comprometeram em reunião em Londres a negociar um acordo que permita preservar a chamada Área de Viagem Comum, que engloba Reino Unido, Irlanda, Ilha de Man e o canal da Mancha e permite a circulação de pessoas sem controles de identificação.


Durante o primeiro encontro na capital britânica desde que May assumiu o cargo, no dia 13 de julho, os dois também ressaltaram a importância de "continuar a impulsionar o processo de paz" da Irlanda do Norte.



Ao término da reunião em 10 Downing Street, May e Kenny concederam uma entrevista coletiva conjunta na qual condenaram os ataques terroristas que vem acontecendo na França e Alemanha.


Vale ressaltar que a Irlanda é o único país da UE que compartilha uma fronteira terrestre com o Reino Unido.


Sobre a livre circulação de pessoas nas Ilhas Britânicas, May afirmou que ninguém deseja ver novamente as fronteiras com os rígidos controles do passado e ressaltou que "há uma grande vontade" de se preservar a liberdade de movimento.



"Como disse na semana passada, todos nos beneficiamos de uma área de viagem comum durante muitos anos, antes que nossos dois países se tornassem membros da UE. Há uma grande vontade de ambas as partes de preservar isto, e, portanto, devemos negociar um acordo que seja de interesse comum", comentou.


Para possibilitar isso, May detalhou que é necessário "continuar com os esforços para reforçar as fronteiras externas da Área de Viagem Comum, por exemplo, com foco na utilização compartilhada dos dados de passageiros".


A primeira-ministra britânica também teve encontros bilaterais com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, para se mostrar disposta a seguir colaborando apesar de deixar o bloco.



May antecipou que não invocará o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que dará início às negociações para o "Brexit", até que seu governo tenha um roteiro claro, o que deve acontecer no final deste ano ou no início de 2017.