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Ataque em igreja na França deixa padre morto e freira ferida; presidente francês fala em ação do EI

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Polícia cerca área onde cinco pessoas foram feitas reféns em uma igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray (Foto: Efe)


(LONDRES) Da redação - Um padre foi morto nesta terça-feira (26) durante um ataque realizado em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, na Normandia, no norte da França.


Pouco antes das 8h45 local (Inglaterra), dois homens armados invadiram a igreja no final de uma missa matinal e sequestraram o padre, duas freiras e dois fiéis.


Uma terceira religiosa, que conseguiu fugir, comunicou o sequestro às autoridades, que rodearam o templo com agentes do corpo de elite da BR (Brigada de Investigação e Intervenção) da Polícia.


Os dois sequestradores foram mortos pela polícia enquanto saíam da igreja. O padre foi identificado pela mídia local como Jacques Hamel, de 86 anos. Além disso, uma religiosa foi hospitalizada em estado grave e um policial ficou ferido durante a operação.


O presidente francês, François Hollande, natural da cidade vizinha de Rouen, chegou a Saint-Étienne-du-Rouvray acompanhado pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Segundo o mandatário, os dois autores do ataque eram "terroristas que disseram pertencer ao Estado Islâmico (EI)".


Hollande afirmou que as forças de segurança, que "intervieram em um prazo extremamente curto", evitaram mais mortes.

O presidente lembrou que a ameaça "continua sendo muito elevada", porque seu país está perante uma organização que declarou uma "guerra". "O que estes terroristas querem é nos dividir", disse, antes de lembrar que, junto à França, países como a Alemanha e outros também estão ameaçados.


Segundo um porta-voz do Papa Francisco, o pontífice condena "esta violência absurda", assim como "toda forma de ódio".

A França está em estado de alerta desde 13 de novembro do ano passado, quando ataques jihadistas deixaram 130 mortos e centenas de feridos em Paris. No dia 14 deste mês, a medida de segurança foi estendida após um homem ter matado outras 84 durante um ataque em meio às comemorações do Dia da Bastilha em Nice.