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Comportamento

Cura quântica: a saúde em seu estado mais sutil

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Por Keila Bis | Ilustração: Diego Sanches

Da Revista casa.com.br


O urologista americano Eric Robins, de Los Angeles, pediu exames a uma paciente a fim de investigar a origem de um distúrbio. Os resultados não acusaram nenhuma anomalia. Ele optou, então, por um tratamento diferente dos oferecidos pela medicina convencional. 


Disse a ela que se deitasse e, sem tocá-la, posicionou as mãos sobre o seu corpo aplicando uma sessão de cura prânica – hoje usada como terapia complementar em hospitais do mundo, como o Cedars Sinai Medical Center, em Los Angeles, e o Hospital das Clínicas de São Paulo. “Uma congestão energética em alguns dos seus chacras causavam o mal-estar físico”, justifica ele na apresentação do livro Ciência da Cura Prânica (ed. Ground). 


A harmonização dos chacras, centros de energia espalhados pelo corpo, é uma das atuações da técnica criada pelo filipino de ascendência chinesa Choa Kok Sui (1952-2007). Apesar de ser engenheiro por formação, Choa era um grande estudioso do prana, palavra usada pelos indianos para designar “sopro da vida”, e de como era empregado para equilibrar o organismo. “Ele a criou baseado nessa antiga arte de curar por meio da energia. E a tornou conhecida a partir de 1987, quando lançou seu primeiro livro”, explica Ricardo Alves, instrutor sênior e proprietário da Uni Prana, espaço na capital paulista que oferece cursos e tratamentos de cura prânica. 


O princípio dessa “ferramenta” de cura é que a raiz de todas as doenças está no corpo de energia invisível, ou seja, na nossa aura, e também nos canais de energia dentro do nosso corpo. Só depois elas se manifestam no corpo físico. “Emoções, sentimentos e pensamentos negativos provocam excesso ou falta de energia nos chacras. 


Quando tudo é ajustado, a doença acaba”, diz a curadora prânica Livia França, do Instituto Pranaterapia, no Rio de Janeiro. Livia explica que quando um paciente chega com uma dor, vício ou problema emocional, a primeira atitude é retirar a “energia suja” – que está causando o problema. Depois da limpeza, leva-se a energia vital aos chacras e órgãos afetados. “Temos técnicas de absorção dessa energia vital limpa, que vem do sol, da terra e do ar, e usamos as mãos para absorvê-la e projetá-la”, fala Livia.


A prática se utiliza também de orações, banhos e exercícios corporais. Para esta reportagem, Ricardo sugeriu quatro técnicas indicadas para qualquer pessoa na solução de diversos problemas. “Quem quiser aprender todas as outras pode fazer cursos ou ler os livros”, diz ele.



Chacra coronário. Fica no topo da cabeça e atua no cérebro e na glândula pineal. Por onde nos ligamos a Deus.


Chacra frontal. Está entre as sobrancelhas. Age nas glândulas pituitária e endócrina e na energia da intuição.


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Chacra laríngeo. Fica na garganta. Cuida da glândula tireoide e da boa comunicação.


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Chacra cardíaco. Situado no centro do peito, opera no coração, timo, na circulação e com a energia do amor.


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Chacra gástrico. Está no estômago. Zela por ele, pelo pâncreas e fígado. Digere o medo e a raiva.


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Chacra esplênico. Fica entre os genitais e o umbigo. Atua na bexiga, pernas e nos órgãos e energias sexuais.


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Chacra básico. Está na base da coluna. Cuida das glândulas supra-renais e da energia da sobrevivência física.