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Vamos conhecer a casa de Sherlock Holmes em Londres?

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Foto: Divulgação


(LONDRES) Por Patrícia Blumberg


A Baker Street soa familiar para você? Elementar, meu caro! O endereço londrino é o lar do detetive mais amado de todos os tempos: Sherlock Holmes, herói de várias gerações.


Embora o detetive seja apenas um personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle em 1887 seu endereço existe de verdade. É na Baker Street, uma área residencial de classe média, que Sherlock Holmes ganhou um museu. “Pera aí! Quer dizer que Arthur Conan Doyle usou um endereço real na hora escrever as histórias de Holmes?”


Mais ou menos, caro leitor. Na Londres de Conan Doyle, a Baker Street já existia. O escritor usou a rua como inspiração, mas resolveu escolheu um número imaginário para ser a casa do personagem.


Alguns anos depois da morte de Conan Doyle, a Baker Street foi ampliada, muito por conta das destruições causadas pela Segunda Guerra Mundial. Com isso, do dia para a noite, o endereço 221B Baker Street passou a existir. O sortudo que herdou o endereço? Um banco, o Abbey National.


Como era de se esperar, o banco passou a receber uma quantidade enorme de cartas de fãs do mundo inteiro, correspondência para o querido Sherlock Holmes, antes enviada para um endereço inexistente. O que o banco fez? Entrou na brincadeira. Durante décadas, o Abbey National teve um secretário contratado só para cuidar da pilha de cartas para Holmes.


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Isso começou a mudar com a criação do Museu Sherlock Holmes (1990). Esse prédio, que logo virou ponto turístico de Londres, também fica na Baker Street, mas em outro ponto, entre os números 237 e 241.


Como parecia mais natural que o museu tivesse o endereço de Holmes, a numeração da rua foi alterada, não sem reclamações do Banco, que afinal de contas estava pagando um secretário para Holmes há 60 anos. A pendenga só teve um ponto final em 2005, quando o banco fechou, e o Museu virou o único proprietário de um dos endereços mais famosos do mundo.


A casa, construída em 1815 no estilo vitoriano, reproduz o ambiente no qual Holmes e Dr. Watson viviam, conforme as descrições de Doyle. Anotações, quadros, lupas, cachimbos, boinas e até os próprios personagens, em bonecos de cera, podem ser encontrados no museu. Um prato cheio para quem passou a infância, imaginando o universo de Sherlock Holmes.


O museu, mantido pela ONG Sherlock Holmes Society of England, fica aberto todos os dias, e cobra uma módica tarifa de 6 libras por pessoa. Porém aconselho a levar uma graninha extra para gastar na lojinha, que oferece várias opções de suvenires bem interessantes.


Sherlock Holmes


O famoso detetive Sherlock Holmes, embora de tão familiar pareça pertencer ao mundo real, é na verdade um personagem fictício criado pela mente do médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes nasceu no interior da trama do livro “Um Estudo em Vermelho”, lançado de forma inédita pela revista Beeton's Christmas Annual, em 1887.


Sherlock Holmes, personagem singular, conquistou o coração de leitores do mundo todo, independente de idade ou nacionalidade. Seus leitores se encantaram com sua personalidade enigmática e altiva desde o início. Talvez por isso ele tenha se transformado na criação literária mais adaptada para o cinema, a televisão, os quadrinhos, e também a mais pesquisada e investigada por inúmeros estudiosos.


Embora seja versado nas mais diversas esferas do conhecimento, Holmes atua de forma genial, quase como um computador radicalmente avançado, no campo criminal. Ele decifra crimes como nenhum outro é capaz, a ponto dessa atividade se tornar essencial para sua sobrevivência, pois nos momentos ociosos ele cai imediatamente em estado de depressão. Todas essas características do obstinado detetive, até mesmo a inclinação melancólica, contribuem para intensificar o encanto que ele exerce em seus leitores.


Nas telas dos cinemas, ele foi imortalizado na pele de Basil Rathbone, que interpretou o famoso personagem em pelo menos 14 produções da Fox e posteriormente da Universal, num espaço de tempo que vai de 1939 a 1946. Na TV, ele foi vivido pelo inglês Jeremy Brett ao longo de 10 anos, em quatro séries criadas para as telinhas britânicas.



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Serviço


Sherlock Holmes Museum

Endereço: 221B Baker Street


Informações:aberto diariamente de 9h30 às 18 horas (fechado em 25/12)


Ingressos: £ 8,00 (adultos); £ 5,00 (menores de 16 anos)


Como chegar: Estação de metrô mais próxima, Baker Street, que também fica próxima ao museu de cera Madame Tussauds