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A Guerra dos Tronos: Quem vencerá a disputa pelo cargo de Primeiro-ministro em Londres?

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BNNP729 Reino Unido Guerra

Jornal 'Metro' transformou Michael Gove, Boris Johnson e Theresa May em personagens de 'Game of Thrones'

Foto: Metro/Reprodução


Patricia Blumberg com Metro


Seja qual for, a comparação da vida real com o campo da imaginação se tornou inevitável na Grã-Bretanha pós-plebiscito sobre a União Europeia.


Desde a consulta popular em que os britânicos escolheram sair do bloco comum, o Reino Unido vive uma montanha-russa política, com o anúncio de saída do primeiro-ministro, um voto de não-confiança no líder da oposição, prospectos de uma nova eleição geral e até de um plebiscito pela independência da Escócia.

Mas o que mais tem evocado dramas de ficção sobre disputas de poder é a sucessão pela liderança do Partido Conservador - em última instância, a escolha do próximo primeiro-ministro.


Como a Guerra dos Tronos, a corrida tem sido marcada por intrigas e traições. Na quinta-feira (30), o homem então apontado quase certamente como o próximo chefe de governo - o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson - surpreendeu a todos ao anunciar, em discurso para um plateia de jornalistas atônitos, que abria mão de se candidatar à liderança dos Conservadores.


Aos poucos vieram à tona as razões da decisão: é que o principal parceiro e escudeiro de Johnson na campanha, o ministro da Justiça Michael Gove, tinha decidido, de última hora, concorrer ele mesmo, após concluir que o ex-prefeito de Londres "não era o homem certo para o cargo".


Enquanto a apunhalada acontecia, Theresa May, ministra do Interior, anunciava que também iria avançar. No seu estilo lacônico, começou o seu discurso assim: “A minha proposta é muito simples. O meu nome é Theresa May e acho que sou a melhor pessoa para ser Primeira-ministra”.


Ao todo, cinco nomes disputam o trono para Primeiro-ministro. Somados à Gove e May, concorrem o ex-ministro da Defesa, Liam Fox; o secretário de Trabalho e Pensões, Stephen Crabb; e a secretária de Estado de Energia, Andrea Leadsome.


Como existe mais de duas indicações, os legisladores conservadores realizarão uma série de pleitos até que a lista seja reduzida a dois candidatos. Depois, o processo é aberto para votação dos 150 mil filiados. O resultado deve sair no dia 9 de setembro.