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Acordo histórico em Havana põe fim a conflito armado entre FARC e Colômbia

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Foto: Efe
Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño Echeverri, líder das FARC, observados por Raúl Castro


O governo colombiano, representado pelo presidente Juan Manuel Santos, e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), representadas pelo líder guerrilheiro Timoleón Jiménez, assinaram na última semana um acordo histórico que põe fim ao conflito armado entre a guerrilha e as forças oficiais que já dura seis décadas no país.


A cerimônia, iniciada com o hino nacional da Colômbia, teve como principais atores, junto com Santos e Jiménez, Raúl Castro, presidente de Cuba, e Borge Brende, chanceler da Noruega, os principais mediadores dos diálogos de paz, além de Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, entidade que monitorará a aplicação do acordo.


Chile e Venezuela, países que acompanharam o processo, foram representados por seus respectivos presidentes, Michelle Bachelet e Nicolás Maduro. Representantes de outros países, como Estados Unidos, México e El Salvador, da União Europeia e de organismos como a CELAC também estiveram presentes na cerimônia.


"Este é o resultado de um diálogo sério entre duas forças, sem que uma tenha derrotado a outra. Nem as FARC, nem o Estado são forças vencidas. Este acordo não é produto de imposições de uma parte à outra", comentou Timoléon Jiménez em pronunciamento durante a cerimônia.


 "Fomos adversários, mas agora temos que ser forças aliadas, pelo bem da Colômbia", reforçou o líder guerrilheiro.

 Juan Manuel Santos, em seu pronunciamento, ressaltou que o cessar-fogo dará mais oportunidades aos colombianos e permitirá o retorno de famílias que deixaram suas casas devido à violência decorrente do conflito entre o governo e guerrilha.


 "[Este acordo] levará a uma democracia fortalecida, onde todos cabemos, onde todos poderemos opinar, discordar e construir. Onde as ideias se defendem com a razão e jamais com as armas", disse o presidente.

 Santos disse que não está e que jamais estará "de acordo com a visão política e econômica das FARC para o país". Entretanto, "o que se reconhece hoje é a possibilidade de discordar e de ter posições opostas sem a necessidade de se enfrentar por meios violentos", completou.