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BREXIT

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Por Patrícia Blumberg


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Em meio a tanta indecisão dos britânicos sobre a permanência ou não no bloco da União Europeia, muitos fatos têm marcado o momento histórico.

Numa reta final de campanha, dominada pela recordação da deputada assassinada Jo Cox, do partido trabalhista, dez vencedores do Nobel de Economia posicionaram-se, desaconselhando na segunda-feira (20) a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Juntamente a isso, os mercados têm antecipado a vitória da permanência do Reino Unido no bloco.

Foto Jo Cox


Os principais nomes de ambos os lados compareceram à sessão extraordinária do Parlamento no começo da semana em homenagem à deputada trabalhista e pró-UE, organizada dois dias antes do que seria o aniversário de 42 anos de Jo Cox.

A deputada morreu em Birstall, norte da Inglaterra, em 16 de junho. O assassinato, cometido por simpatizante neonazista, que gritou "Morte aos traidores, liberdade à Grã-Bretanha" na primeira audiência com um juiz, parece marcar um ponto de inflexão na campanha, provocando uma mudança no tom beligerante do referendo.

Ainda na segunda-feira (20), o líder do partido antieuropeu Ukip, Nigel Farage, denunciou que partidários da UE estão tentando vincular a morte de Cox à campanha.

"Acredito que há partidários da permanência na UE, tentando dar a impressão de que esse horroroso incidente isolado está relacionado de algum modo com os argumentos feitos, durante a campanha, por mim ou Michael Gove e isso é ruim", disse Farage à rádio LBC, um dia depois de admitir que o assassinato de Cox freou o avanço do Brexit.

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Sayeeda Warsi, ex-presidente do Partido Conservador, anunciou que mudou de opinião e votará a favor da permanência na UE, cansada do que chamou de "mentiras e xenofobia" da campanha Brexit.

Ela afirmou que sua decisão foi provocada pelo cartaz de Farage, apresentando uma caravana de refugiados como ameaça ao Reino Unido.

A primeira pesquisa divulgada depois da brutal morte da deputada trabalhista, defensora dos refugiados e imigrantes, mostra opção favorável à permanência com 45% das intenções de voto, contra 42% para os defensores da saída.

A pesquisa do instituto Survation foi realizada no último fim de semana. O assassinato de Cox aconteceu na quinta-feira (16).

A média das últimas seis pesquisas, elaborada pelo instituto de opinião What UK Thinks, mostra um empate com 50% para os dois lados, sem levar em consideração os indecisos.

Novas pesquisas devem ser divulgadas até o último minuto, antes do referendo, para confirmar ou desmentir a mudança de tendência.