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Brasileira grávida que pediu asilo à Grã-Bretanha por medo da zika pode ser deportada

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BNNP727 Reino Unido Brasileira

Foto: Simon Ellis 

Deiseane Santiago e Simon Ellis conheceram-se há mais de três anos pela internet


Da redação com BBC News


A paulista Deiseane Santiago engravidou em janeiro, enquanto visitava o noivo em Leicestershire, na Inglaterra, com visto válido por cinco meses. Mas, com medo da doença, que pode causar microcefalia e outras alterações cerebrais em bebês, ela pediu para permanecer no Reino Unido pelo menos até o parto.


Seu médico, do sistema público de saúde britânico, deu apoio à tentativa de Deiseane para permanecer na Inglaterra.

Numa carta enviada às autoridades de imigração do país, o médico mencionou a recomendação feita pelo governo britânico para que mulheres grávidas não viajem para áreas afetadas pela zika.

O Ministério do Interior do Reino Unido, no entanto, disse que o conselho era apenas para cidadãos britânicos e ainda alertou que Deiseane pode ser deportada nos próximos três meses.


Simon Ellis, o noivo, disse que vai recorrer da decisão, que classificou como "racista e discriminatória".

"O texto não diz “mulheres britânicas” e sim “mulheres", diz ele. "Então disseram que a indicação é para as britânicas... Por que não escreveram isso na recomendação?"... "Isso me chateou. Em teoria, isso é ser racista."

O Ministério do Interior ainda não comentou a decisão.


Daiseane está na Inglaterra desde novembro


Deiseane (22) estudou administração. Conheceu o britânico Simon Ellis pela internet há três anos e meio. Ela viajou à Inglaterra para visitá-lo em novembro, e o casal ficou noivo há cerca de três meses.

O casal diz que a brasileira teve hiperêmese gravídica - quando enjoos são muito fortes e não passam nos primeiros meses - durante a gravidez. Eles ainda mudaram a data da volta para o Brasil para novembro, após o nascimento do bebê, e fez o pedido para a extensão do visto até a data.