25 °C
Notícias

Reservas de vacinas de febre amarela esgotaram após surto da doença em Angola

|


BNNP727 vacinaCopy


As campanhas de vacinação em massa realizadas na Angola acabaram por esgotar as reservas mundiais de vacinas emergenciais para a prevenção da febre amarela. A informação consta em um relatório emitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A epidemia da doença surgiu no país em dezembro de 2015 e, desde então, matou 350 pessoas e deixou quase 3,2 mil pessoas infectadas.


As reservas mundiais de vacinas contra a febre amarela e outras enfermidades, como a cólera e meningite, são asseguradas pelo International Coordinanting Group (ICG), criado em 1997 por organizações internacionais, entre elas a própria OMS e o Fundo das Nações Unidas (Unicef). Esta é a segunda vez neste ano que as 6 milhões de doses emergenciais de vacinas se esgotam. No passado, o ICG nunca usou mais do que 4 milhões de doses.

Segundo a OMS, a vacina contra a febre amarela leva aproximadamente 12 meses para ser produzida, sendo “difícil prever com antecedência as quantidades que serão necessárias a cada ano para responder aos surtos”.


Aproximadamente metade da população angolana foi vacinada contra a febre amarela nos últimos quatro meses, em um esforço que contou com o apoio das forças militares e com o financiamento internacional para a aquisição de novas vacinas. “Foram feitas campanhas de vacinação em massa em todos os municípios de Luanda, em sete distritos de Benguela, em cinco distritos de Cuanza Sul, cinco municípios do Huambo, três distritos de Huíla e dois do Uíge”, declarou a OMS.

Ainda assim, a meta estabelecida pelo ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo, em vacinar 24 milhões de habitantes ainda não foi alcançada, pois não havia no mercado vacinas suficientes para isso.