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Ministério assina contrato com professores para ensinarem português em Timor-Leste

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Foto: Google / Governo quer superar atraso secular na alfabetização


(LONDRES) Da Redação - O Ministério da Educação (ME) assinou contrato com 130 professores que vão ensinar Português no Timor-Leste. O acordo é esperado há décadas, segundo comunicado oficial do governo. O próximo passo é organizar a logística de saída dos docentes de Portugal para Díli e outros doze municípios, todos com Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), ainda este semestre.


De acordo com cálculos oficiais, cerca de 40% dos timorenses são analfabetos e o governo luta contra a corrente para que as novas gerações possam superar o quatro. O país decidiu utilizar como estratégia sua herança colonial portuguesa e incluiu a oficialidade do português junto ao tétum, língua majoritária, e seu uso nos meios administrativo e acadêmico.


'A língua portuguesa é parte de nossa história e continuaremos usando como idioma oficial que é', explicou comunicado do Ministério.


O governo quer, com o domínio do português e de outros idiomas, impulsionar setores econômicos sustentáveis, como o turismo, e deixar para trás a dependência das exportações de petróleo, que representam 95% das receitas estatais.


Dois terços da população atual nascida após a era colonial não falam português. Segundo o censo de 2010, apenas 25% dos entrevistados falam o idioma, contra 45% que usam o bahasa indonésia e 56% o tétum.


O ministro considera 'importante' que haja um planejamento linguístico para a incorporação dos idiomas minoritários, mas acredita que 'deve ser feita de forma organizada, a longo prazo e para um futuro', e não de forma corrida.