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Em visita histórica a Hiroshima, Barack Obama pede fim de armas nucleares Entradilla

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Foto: Reuters / Sobreviventes e vítimas da bomba atômica encontram-se com Obama



(LONDRES) Da Redação - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tornou-se na sexta-feira (27) o primeiro presidente norte-americano em exercício a visitar a cidade japonesa de Hiroshima, devastada há 71 anos por uma bomba atômica, lançada pelos EUA no fim da Segunda Guerra Mundial.


Em visita ao Parque da Paz de Hiroshima, Obama depositou flores sobre o memorial aos cerca de 140 mil mortos em decorrência do ataque nuclear.


Em discurso, o presidente dos EUA pediu que a humanidade “escolha um futuro em que Hiroshima e Nagasaki não sejam consideradas o princípio da guerra atômica, mas o início de nosso despertar moral.”


“Temos que ter a coragem de escapar da lógica do medo e buscar um mundo sem armas nucleares”, disse Obama.


Como anunciado, o presidente dos EUA ofereceu desculpas ao povo japonês pela decisão de seu predecessor Harry Trumanno dia 6 de agosto de 1945. Após a cerimônia, Obama conversou com um grupo de sobreviventes do ataque.


O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, acompanhou Obama durante a visita. Sua presença, disse o líder norte-americano, “ressalta a aliança extraordinária” entre os EUA e o Japão nas últimas sete décadas após o fim da Segunda Guerra.


Além de Hiroshima, os EUA atacaram com bomba atômica também a cidade japonesa de Nagasaki, no dia 9 de agosto de 1945.


Enquanto os japoneses consideram os ataques atômicos dos EUA contra o país um crime de guerra, o consenso no Ocidente é de que eles tenham forçado o Japão a se render, como o fez em 15 de agosto daquele ano, precipitando o fim da guerra.


Obama está em turnê pela Ásia nos últimos dias em decorrência da reunião dos líderes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos França, Itália, Japão, Reino Unido e da União Europeia), realizada no parque natural de Ise-Shima, no Japão.


Antes de chegar ao país, o presidente dos EUA visitou o Vietnã, onde também se pronunciou sobre o legado da invasão dos EUA e da guerra travada entre os dois países, encerrada em 1975.


Em Hanói, Obama anunciou o fim do embargo à venda de armas ao país, o que analistas veem como uma tentativa dos EUA de se estabelecer como aliado militar do Vietnã em meio à tensão entre o país asiático e a China.